Ganhos de CEOs crescem 9,8% este ano; veja tendência em incentivos

Salário dos diretores executivos cresceu 4,4%; incentivos de longo prazo devem crescer com empresas abrindo capital

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SÃO PAULO – O salário-base dos CEOs (sigla em inglês para diretor executivo) aumentou 4,4% este ano, na comparação com 2007. Quando adicionados os benefícios, é possível identificar que estes profissionais tiveram ganhos 9,8% maiores do que no ano passado.

Mas não foram somente os diretores executivos que ganharam mais neste ano. Entre os demais executivos, o salário-base teve um incremento de 5,9%, na comparação com 2007. Considerando os benefícios, os ganhos avançaram 8,6%.

Os dados são da Top Exec 2008, pesquisa realizada pela consultoria de gestão de negócios Hay Group, com 2.514 executivos de 227 diferentes empresas em seis macrossetores.

Tendências em incentivos

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A pesquisa revelou que todas as empresas oferecem incentivos de curto prazo (participação em lucro, bônus). Já os incentivos de longo prazo (stock options, por exemplo), são oferecidos apenas por 76 das 227 companhias ouvidas no estudo. Porém, esta é a opção que mais cresce.

De acordo com os dados, os incentivos de curto prazo cresceram 17,5% em 2008, em relação a 2007, enquanto os de longo prazo tiveram um avanço de 23%. “Há no mercado uma tendência de crescimento dessa prática em função do número de empresas que abriram capital nos últimos anos ou estão estudando esta possibilidade”, afirmou o diretor do Hay Group, Cláudio Costa.

“Neste cenário, a utilização de ferramentas de remuneração de longo prazo se mostra um caminho natural como forma de garantir o alinhamento e a permanência de executivos no médio e longo prazos”, completou o executivo.

PLR como destaque em incentivo

No caso dos incentivos de curto prazo, 89% das empresas oferecem participação em lucros e resultados (PLR). Outras 71% oferecem bônus aos executivos e 60% fazem uma composição desses dois itens.

Daquelas empresas que oferecem programas de incentivo de longo prazo, 66% adotam um programa único e as demais utilizam até três modelos diferentes de composição deste incentivo. O programa mais difundido é o de stock option, com 58% de adoção.

As empresas nacionais utilizam menos os incentivos de longo prazo, na comparação com as multinacionais. “Aquelas de capital aberto praticam incentivos de longo prazo de 5 a 10 pontos percentuais acima das empresas de capital fechado”, disse Costa.

Política salarial

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A pesquisa concluiu que todas as empresas possuem estrutura salarial formal para os níveis executivos. “Os critérios para definir as faixas salariais são 92% de acordo com o mercado e 20% por meio de acordos coletivos”, afirmou Costa.

O grau de transparência em relação ao salário é alto, tendo em vista que 44% das empresas informam os executivos sobre os valores máximo e mínimo que eles podem ganhar. No entanto, nas empresas com capital estrangeiro, a transparência é maior do que nas brasileiras.

A base salarial dos executivos é definida nacionalmente, ao contrário do que acontece nos níveis mais operacionais, em que há diferenças de acordo com a região. Em 95% das empresas, o desempenho individual é o principal critério para aumento de salário individual.