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Funcionários do McDonald’s em todo mundo protestam por direitos trabalhistas

Manifestantes brasileiros se concentram nesta quarta-feira (15) em São Paulo, Brasília, Bahia e Goiás

SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (15/04), os trabalhadores do McDonald’s em várias partes do mundo vão às ruas protestar contra as condições de trabalho exigidas pela empresa. Ao todo, são 40 países envolvidos, incluindo o Brasil.

Os manifestantes brasileiros estão se reunindo em São Paulo, Salvador, Goiânia e Brasília. O objetivo do protesto é alertar a população sobre o desrespeito recorrente e contínuo aos direitos trabalhistas por parte da rede de fast food.

O movimento a favor de melhores condições trabalhistas começou nos Estados Unidos em 2012, onde os funcionários também reivindicam pagamento mínimo de US$ 15 por hora (#Fightfor$15). O ato de hoje deve contar, só em seu país de origem, com a participação de 60 mil pessoas, que farão greves ou atos de protesto em mais de 200 cidades.

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No caso do Brasil, a campanha começou no dia 24 de fevereiro, quando os trabalhadores entraram na Justiça com uma ação civil pública contra suposta prática de “dumping social” por parte da companhia, por desrespeitar a legislação trabalhista com objetivo de reduzir custos e oferecer preços mais competitivos que os da concorrência. No mês seguinte, outra ação foi perpetrada por acúmulo de funções sem devida remuneração.

Segundo a NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), entre as violações da companhia, estão o pagamento de salários inferiores ao mínimo estabelecido por lei, horas extras não remuneradas, supressão dos intervalos para descanso, indícios de fraudes nos holerites e no registro de horas trabalhadas, além de ausência de horários regulares.

Procurado pelo InfoMoney, o McDonald’s afirmou que respeita manifestações sindicais como a realizada hoje e esclarece que os 46 mil funcionários da empresa são representados por 80 sindicatos em todo o País, conforme orientação do Ministério do Trabalho. “Temos convicção do cumprimento da legislação, seguida pela companhia desde a abertura do seu primeiro restaurante brasileiro, há 36 anos. Especificamente na cidade de São Paulo, o sindicato em questão, que organiza as manifestações, não possui amparo legal para representar os trabalhadores do setor, conforme decisões recentes no Tribunal Superior do Trabalho (TST)”.

“A empresa se orgulha de ser  a porta de entrada de milhares de jovens para o mercado de trabalho. Nossas práticas laborais são premiadas e reconhecidas pelo mercado. A companhia é, por exemplo, uma das Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina, segundo o Great Place to Work, há 15 anos. Foi pioneira na implementação do ponto eletrônico e recebeu o selo ‘Primeiro Emprego’ do Ministério do Trabalho. Nossos funcionários recebem treinamento contínuo, tanto para as funções operacionais, quanto para valores como trabalho em equipe, comunicação, liderança e hospitalidade. Em mais de três décadas de Brasil, a empresa já capacitou mais de 1,5 milhão de pessoas”.

McDonald's-protesto

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