Força Sindical tenta obter reajuste para todos os metalúrgicos de São Paulo

Cerca de 52 mil metalúrgicos teriam obtido reajuste de 10% depois da greve; sindicato deve pedir extensão do benefício

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SÃO PAULO – Na semana passada a Força Sindical anunciou a paralisação de 23 mil metalúrgicos na região metropolitana de São Paulo, no que foi considerado pelo sindicato como sendo a maior greve do governo Lula.

A greve tinha como objetivo garantir aos metalúrgicos um reajuste de 10% para compensar a alta da inflação desde novembro do ano passado, quando a categoria recebeu um reajuste de 10,26%. O percentual concedido em novembro ficou bem abaixo da inflação pelo IPCA, que no acumulado de 12 meses até novembro teria sido de 12,53% com perdas de cerca de 2,31 pontos percentuais para os trabalhadores.

Força deve pedir ao TRT extensão do reajuste

Diante do sucesso da greve que garantiu reajustes para os metalúrgicos de 158 empresas da região metropolitana de São Paulo, a Força Sindical pretende brigar na Justiça para que o aumento concedido seja estendido para os demais trabalhadores da categoria no Estado de São Paulo.

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Segundo representantes da Força Sindical, a intenção seria usar os acordos obtidos desde a paralisação de 26 de março para convencer o TRT (Tribunal Regional de Trabalho) a estender o reajuste para o resto do Estado. Dados da Força Sindical apontam que desde o início do movimento grevista, em 26 de março, cerca de 158 empresas aceitaram o reajuste beneficiando 51.940 metalúrgicos.

Até o momento somente os setores de autopeças e de siderurgia teriam sido poupados da greve, uma vez que haviam pedido uma trégua ao sindicato para apresentar uma proposta de reajuste salarial. O sucesso da greve da Força Sindical pode beneficiar a base de associados da Central Única de Trabalhadores (CUT), que admitiu que poderá rever seu pedido de reajuste de 25%.