Folha de salários da indústria registra expansão de 7,7% no primeiro mês do ano

Estudo do IBGE revelou expansão dos salários em relação a janeiro de 2003; no acumulado em doze meses, há queda de 3,1%

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SÃO PAULO – De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira, dia 16 de março, a massa salarial do trabalhador aumentou no primeiro mês do ano em relação a igual período em 2003.

Queda acumulada em 12 meses chega a 3,1%

Os dados do estudo mostram que houve crescimento de 7,7% na folha de pagamento real da indústria nacional em janeiro de 2004 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nos últimos doze meses, a folha de pagamento real da indústria recuou 3,1%, uma queda menos intensa se comparada àquela acumulada de janeiro a dezembro do ano passado (-4,3%).

Segundo a pesquisa do IBGE, contribuíram para o aumento da folha de pagamentos em janeiro deste ano o pagamento de benefícios que tradicionalmente são concedidos em dezembro e a inflação mais baixa em relação a janeiro de 2003.

Análises por regiões

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A pesquisa leva em conta a variação da folha de pagamentos em 18 ramos, dentre os quais 13, em janeiro, apresentaram recuperação na relação anual entre janeiro de 2004 e 2003. Os principais impactos vieram de máquinas e equipamentos (22,6%) e alimentos e bebidas (8,6%).

Ao se analisar as diversas regiões do país separadamente, a pesquisa destaca expansão da folha real de pagamentos em todas elas, com destaque para São Paulo (7,6%) e Minas Gerais (8,1%). Na primeira, a expansão decorreu do desempenho de máquinas e equipamentos (35,2%), produtos químicos (10,6%) e fabricação de meios de transporte (5,4%). Já em Minas Gerais, as influências partiram da fabricação de meios de transporte (27,3%), metalúrgica básica (6,8%) e alimentos e bebidas (21,3%).

Por último, na região Sul do país a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário apurou uma expansão da folha de pagamento da ordem de 7,3%, sendo que o aumento da folha real de pagamentos no Paraná (9,8%) e Santa Catarina (9,6%) mereceram o destaque na região.