Folha de pagamento real da indústria sobe 7,1%, a maior taxa desde maio de 2005

Na comparação com janeiro de 2010, o IBGE registrou alta em todos os 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo

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SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou aumento de 7,1% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2010, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário. Esta é 13ª alta seguida na análise anual e é a taxa mais elevada desde maio de 2005, quando a folha registrou alta de 7,5%.

Divulgado nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o levantamento aponta também uma alta de 5,1% na comparação com dezembro, após ter acumulado queda de 4,4% nos dois últimos meses de 2010.

Nos últimos 12 meses, a folha de pagamento real dos trabalhadores registrou alta de 7,3%.

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Alta em 14 atividades
Considerando os valores pagos pela indústria no primeiro mês deste ano, frente a janeiro de 2010, o IBGE constatou alta em 14 dos 18 setores analisados.

Entre eles, os destaques ficaram com meios de transporte (17,5%), máquinas e equipamentos (12,2%), produtos químicos (11,9%), produtos de metal (11,1%) e alimentos e bebidas (3,7%).

No sentido oposto, foram registrados resultados negativos nos setores de papel e gráfica (-10,9%) e de madeira (-2,6%).

Crescimento em todas as localidades
No âmbito regional, os 14 locais pesquisados registraram acréscimo no valor da folha de pagamento real em janeiro, frente ao mesmo mês do ano passado, com destaque para São Paulo (6,1%). Nessa região, a elevação deve-se, principalmente, ao aumento nos setores meios de transporte (11,9%), máquinas e equipamentos (12%) e produtos químicos (14,9%).

Em Minas Gerais, a folha de pagamento real cresceu 18,3%, impulsionada, principalmente, pelos setores meios de transporte (55%), máquinas e equipamentos (26,3%) e de metalurgia básica (9,8%).

No Rio de Janeiro, o aumento foi de 7,1%, devido aos setores meios de transporte (30%), indústrias extrativas (12%) e metalurgia básica (21,7%).

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No Paraná, a alta foi de 7,4%, por conta dos ganhos de meios de transportes (24,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (27%) e de produtos químicos (16,4%).

Sobre a pesquisa
O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo, estão incluídos, entre outros, salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.