Folha de pagamento real da indústria sobe 6,8% ao longo de 2010

Na comparação com 2009, IBGE registrou alta em todos os 14 locais pesquisados, com destaque para SP, que teve alta de 5%

SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou aumento de 6,8% em 2010, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário. Este foi o resultado mais elevado desde 2004 (9,7%).

Divulgado nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o levantamento aponta ainda recuo de 3,6% na comparação mensal, dezembro e novembro, e crescimento de 5,9% na comparação anual.

Alta em 16 atividades
Considerando os valores pagos pela indústria em 2010, na comparação com o ano completo de 2009, o IBGE constatou alta em 16 dos 18 setores analisados.

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Entre eles, os destaques ficaram com meios de transporte (8,3%), máquinas e equipamentos (7,6%), alimentos e bebidas (5,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,6%). No sentido oposto, foram registrados resultados negativos nos setores de madeira (-2,3%) e de fumo (-1,3%).

Já na comparação anual, o valor da folha de pagamento real cresceu em 13 dos 18 setores, com destaque para meios de transporte (7,3%), indústrias extrativas (19,2%), borracha e plástico (15,7%), produtos químicos (10,6%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,9%).

Papel e gráfica (-3,4%) e calçados e artigos de couro (-2,8%) exerceram as maiores influências negativas.

Análise regional
No âmbito regional, os 14 locais pesquisados registraram acréscimo no valor da folha de pagamento real em 2010, frente a 2009, com destaque para São Paulo (5%), seguido por Minas Gerais (7,6%), Rio de Janeiro (9,3%) e Rio Grande do Sul (9,1%).

Nesses locais, as atividades que exerceram as maiores contribuições foram, respectivamente, máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,2%) e meios de transporte (4,3%); meios de transporte (18,9%) e produtos de metal (31,4%); meios de transporte (18,2%) e indústrias extrativas (7,1%); máquinas e equipamentos (17,6%) e meios de transporte (16,8%).

Sobre a pesquisa
O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo, estão incluídos, entre outros, salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.