Folha de pagamento real da indústria sobe 5,5% no primeiro semestre

Na comparação com o mesmo períodol de 2010, o IBGE registrou alta em todos os 14 locais pesquisados

SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou aumento de 5,5% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2010, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário. 

Divulgado nesta quinta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o levantamento aponta um aumento de 0,7% em junho, na comparação com maio deste ano, e alta de 3,6%, em relação a junho de 2010.

Nos últimos 12 meses, a folha de pagamento real dos trabalhadores registrou alta de 7,2%, uma leve desaceleração em relação a maio (7,6%).

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Alta em 12 atividades
Considerando os valores pagos pela indústria entre janeiro e junho deste ano, frente ao primeiro semestre de 2010, o IBGE constatou alta em 13 dos 18 setores analisados.

Entre eles, os destaques ficaram com meios de transporte (12,1%), máquinas e equipamentos (9,9%), alimentos e bebidas (5,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,3%), metalúrgica básica (8,2%), produtos de metal (6,4%) e indústrias extrativas (6,8%). No sentido oposto, foram registrados resultados negativos nos setores de papel e gráfica (-9,8%).

Na comparação entre junho deste ano e o sexto mês de 2010, o valor da folha de pagamento subiu em 11 setores, com destaque para meios de transporte (11%), alimentos e bebidas (7,3%), máquinas e equipamentos (4,7%), metalurgia básica (7,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,3%) e indústria extrativa (6,1%). Os destaques negativos ficaram com papel e gráfica (-10,3%), calçados e couro (-6,4%) e vestuário (-3,4%).

Crescimento em todas as localidades
No âmbito regional, os 14 locais pesquisados registraram acréscimo no valor da folha de pagamento real no primeiro semestre deste ano, com destaque para São Paulo (3,8%), Minas Gerais (11,8%), Paraná (8,3%), região Nordeste (6%) e Rio de Janeiro (6,5%).

Em junho deste ano, o valor também subiu em todas as localidades, em relação ao sexto mês de 2010. O principal impacto veio de Minas Gerais (11,7%), Paraná (8%), região Nordeste (6,3%) e regiões Norte e Centro-Oeste (5,9%).

Sobre a pesquisa
O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo, estão incluídos, entre outros, salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.