Folha de pagamento real da indústria sobe 4,2% em 2011

IBGE ainda mostra um aumento de 2,1% em dezembro, na comparação com novembro; na análise anual, houve alta em 13 setores

SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria registrou aumento de 4,2% em 2011, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.

Divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o levantamento aponta um aumento de 2,1% em dezembro, na comparação com novembro.

O levantamento ainda mostrou que, no último mês de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores, sazonalmente ajustado, registrou variação positiva de 3,1% frente dezembro de 2010.

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Alta em 14 atividades
Considerando os valores pagos pela indústria no ano passado, o IBGE constatou alta em 13 dos 18 setores analisados.

Entre eles, os destaques ficaram com transportes (9,9%), alimentos e bebidas (5,6%), máquinas e equipamentos (6,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,6%), indústrias extrativas (8,1%) e metalurgia básica (6,2%).

Por outro lado, os impactos negativos mais relevantes no total do País foram assinalados por: papel e gráfica (-9%), calçados e couro (-4,1%), madeira (-5,1%).

Já na comparação mensal, o valor da folha de pagamento real mostrou crescimento em 11 dos 18 ramos investigados, com destaque para os ganhos vindos de meios de transporte (8,1%), alimentos e bebidas (6,6%), indústrias extrativas (13%), máquinas e equipamentos (3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (3,5%).

Em sentido contrário, os setores de vestuário (-5,2%), produtos químicos (-2,1%), borracha e plástico (-2,7%), calçados e couro (-3,6%) e madeira (-7,3%) exerceram as maiores pressões negativas no total nacional.

Crescimento em todas as localidades
De acordo com o IBGE, no ano passado, o valor da folha de pagamento real cresceu nos 14 locais pesquisados. As maiores contribuições sobre o total nacional vieram de Minas Gerais (10,7%) e São Paulo (1,7%), impulsionados pelos resultados positivos em meios de transporte (17,3%), indústrias extrativas (21,2%) e metalurgia básica (13,4%), em Minas Gerais, e meios de transporte (7,5%), máquinas e equipamentos (6,8%) e alimentos e bebidas (3,5%), em São Paulo.

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Na análise mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu em 11 dos 14 locais pesquisados. Neste caso, as maiores contribuições partiram do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, com altas de 16% e 11,1%, nesta ordem.

Sobre a pesquisa
O IBGE considera, em sua pesquisa mensal, o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo, estão incluídos, entre outros, salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.