Folha de pagamento da indústria registra retração de 2,4% em junho, diz IBGE

Resultado elimina os ganhos obtidos um mês antes, quando os salários médios do setor haviam aumentado 2,0%

SÃO PAULO – A folha de pagamento da indústria brasileira, depois de alta verificada em maio (2,0%), registrou retração em junho, com queda de 2,4% sobre o mês anterior, conforme revela o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em sua pesquisa mensal divulgada nesta terça-feira (16).

Ainda de acordo com o estudo, todas as demais comparações do indicador de folha de pagamento real demonstram saldos positivos. Em relação ao mesmo período de 2004, houve aumento de 3,3%; já no acumulado do primeiro semestre do ano a expansão chega a 4,2%; e na somatória dos últimos 12 meses o índice aponta avanço de 6,9%.

Embora a sondagem indique variação negativa na folha de pagamento sobre o mês anterior, vale ressaltar que o patamar verificado em junho é o mais alto para o período já apurado pela série histórica da pesquisa, iniciada em 2001.

Análise por setor e região

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Considerando os valores pagos pela indústria no sexto mês 2005, o IBGE constata evolução em 12 das 18 atividades analisadas, diante do ano passado, com destaques para meios de transporte (10,2%), alimentos e bebidas (7,5%) e produtos de metal (15,1%). Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de papel e gráfica (-9,1%) e calçados e artigos de couro (-10,3%).

Em termos regionais, as altas mais significativas nas folhas de pagamentos da indústria, levando em conta a base comparativa anual, ocorreram em São Paulo (2,7%) e Minas Gerais (9,4%). Ao todo, 12 estados registraram desempenhos positivos no mês, entre os 14 locais pesquisados.

O indicador acumulado de 2005 reproduz os resultados mensais, com São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (10,3%) apresentando as evoluções de maior peso na consolidação da folha de pagamento da indústria brasileira.