Folha de pagamento da indústria recuou 1,3% em relação a agosto

Já na comparação com igual mês em 2004, o indicador registrou alta de 3,7%, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE

SÃO PAULO – O valor real da folha de pagamento da indústria brasileira recuou 1,3% em setembro na comparação com agosto, já descontados os efeitos sazonais. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos demais indicadores, os resultados continuam positivos, com alta de 3,7% em relação a setembro de 2004, avanço de 3,9% no terceiro trimestre deste ano, se comparado com o mesmo período de 2004, e acréscimo de 4% no acumulado do ano. Em 12 meses, a folha de pagamento cresceu 5,5%.

Análise por setor e região

Considerando os valores pagos pela indústria, o IBGE constata evolução em 12 das 18 atividades analisadas, diante de setembro do ano passado, com destaques para alimentos e bebidas (11,2%), máquinas e equipamentos (8,0%) e meios de transporte (5,9%). Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de calçados e artigos de couro (-14,9%) e papel e gráfica (-5,1%).

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Em termos regionais, as maiores contribuições positivas, levando em conta a base comparativa anual, vieram de São Paulo (4,1%) e Minas Gerais (9,7%), sendo que dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, dez apresentaram ampliação da folha de pagamento.

Metodologia

Vale dizer que o IBGE considera em sua pesquisa mensal o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.

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