Folha de pagamento da indústria cresce 1,4% em março, revela IBGE

Com a quarta alta seguida, folha registrou crescimento em quase todo o País, com destaque para MG (19,8%)

SÃO PAULO – A folha de salários pagos pela indústria cresceu 1,4% em março na comparação a fevereiro, mês em que o aumento notado havia sido menor na análise mensal, de 0,7%. Sobre março do ano passado, a elevação chegou a 4,5%. Em 12 meses, ao aumento real acumula variação de 8,0%.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (16), são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Há um ano, a folha de pagamento real da indústria era menor em 13 das 14 regiões analisadas pelo IBGE, com destaque para o estado de Minas Gerais (19,8%), que manteve a mesma representatividade do mês anterior sobre o índice global.

Análise setorial

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Por setores, também no confronto entre março de 2005 e março de 2004, foi verificado comportamento ascendente em 12 das 18 regiões analisadas pela Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário.

O destaque coube às indústrias extrativas (49,2%), seguidas de longe por máquinas e equipamentos (9,8%). As contribuições negativas vieram de minerais e não-metálicos (-10,1%) e papel e gráfica (-8,6%).

Resultado em 2005

Ainda de acordo com o estudo, o resultado também foi positivo no primeiro trimestre do ano: 3,6% em relação ao mesmo período em 2004, a quinta alta trimestral consecutiva na comparação anual.

Os impactos mais relevantes vieram de máquinas e equipamentos (11,4%) e meios de transporte (10,2%), enquanto em setores como minerais não-metálicos (-7,9%) e papel e gráfica (-7,5%) houve as maiores reduções de salário. No total, 12 das 18 atividades apresentam bons resultados.

Geograficamente, em 2005 os estados de Minas Gerais e São Paulo responderam pelas maiores contribuições positivas para o crescimento da folha real da indústria: 13% e 1,6%, respectivamente. Pernambuco ficou com a única taxa negativa (-0,2%).