Folha de pagamento da indústria aumentou 5,3% em janeiro, aponta IBGE

As maiores contribuições positivas, em um ano, vieram do Rio de Janeiro (+9,0%) e de Minas Gerais (+7,7%)

SÃO PAULO – O ano de 2006 começou bem para os empregados da indústria brasileira. O valor real da folha de pagamento cresceu 5,3% em janeiro, na comparação com o mês anterior, já descontando os efeitos sazonais. No entanto, frente ao resultado obtido um ano antes, no entanto, houve queda de 0,2%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IBGE considera em sua pesquisa mensal o valor total da folha de pagamento do pessoal ocupado assalariado para o mês de referência. Neste cálculo estão incluídos, entre outros: salários contratuais, horas extras, 13º salário, aviso prévio e indenizações, comissões e percentagens e participação nos lucros.

Análise setorial

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Considerando os valores pagos pela indústria, o IBGE constata redução real na remuneração de 10 das 18 atividades analisadas em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2005.

Os destaques negativos ficaram com os calçados e artigos de couro (-16,8%), máquinas e equipamentos (-14,9%) e papel e gráfica (-6,1%). Já as principais pressões positivas vieram da indústria extrativa (+21,8%), produtos químicos (+10,3%) e alimentos e bebidas (+5,6%).

Análise estadual

Em termos regionais, a maior contribuição positiva, também levando em conta a base comparativa anual, veio do Rio de Janeiro (+9,0%), devido ao bom resultado da indústria extrativa (+61,1%), com pagamento adiantado de décimo terceiro salário e as férias dos funcionários.

Minas Gerais (+7,7%) ficou com o segundo lugar, principalmente por causa das atividades dos meios de transporte (+21,9%) e da metalurgia básica (+10,8%).

O maior destaque negativo, por outro lado, ficou com o Rio Grande do Sul (-11,1%), principalmente por causa de papel e gráfica (-34,2%) e calçados e artigos de couro (-27,0%).

Paraná (-5,3%) e São Paulo (-1,2%) ficaram logo em seguida, principalmente em virtude dos setores de madeira (-21,8%) e de alimentos e bebidas (-14,1%), para o PR, e máquinas e equipamentos (-23,9%) e meios de transporte (-3,0%), para SP.