Fixação: vale a pena ter uma empresa como meta de carreira?

De acordo com consultora de carreiras, decisão requer planejamento e cuidado para não virar uma armadilha

SÃO PAULO – Muita gente almeja ser gerente, tornar-se CEO ou mesmo abrir o próprio negócio. Outros querem trabalhar em uma multinacional, mas há aqueles que gostariam de algo mais específico e possuem como meta de carreira trabalhar na empresa x ou y.

De acordo com a consultora de planejamento de carreiras da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Rachel Vieira, tal decisão requer planejamento e cuidado, para não virar uma armadilha, já que, explica, muitas pessoas deixam passar oportunidades porque não envolvem a empresa que elas têm em mente.

“A pessoa deve ter um pouco de cuidado para não deixar que a fixação atrapalhe o desenvolvimento profissional, fazendo com que ela não acompanhe o que está acontecendo no mercado de trabalho (…) Além disso, ela deve conhecer bem a empresa e a si mesma, para não se frustrar, visto que muitos entram na empresa que tinham como ideal e descobrem que aquela companhia não tem nada a ver com o seu perfil”, explica.

Prepare-se
Apesar das ressalvas que a situação exige, Rachel diz que é possível, sim, trabalhar na empresa que se tem como meta, porém, antes de tudo, é preciso pesquisar sobre a empresa e ter grande conhecimento sobre si mesmo.

Feito isso, diz, o profissional deve observar o que a empresa enxerga como diferencial e correr atrás de tais requisitos. Porém, não se deve esquecer do mercado, cujas exigências também devem ser acompanhadas e, na medida do possível, satisfeitas. Enquanto o emprego na empresa ideal não chega, aconselha, a pessoa deve buscar colocação em empresas que tenham o mesmo perfil, pois “assim terá mais condições de chegar onde se almeja”.

Por fim, completa Rachel, estar com os conhecimento e o currículo atualizados, participar das redes sociais, estar bem física e emocionalmente, além de manter a rede de contatos atualizada, ajudam na hora de conseguir uma oportunidade em qualquer empresa.

“Tem que correr atrás, utilizar o networking, estar antenado com o mercado e ter domínio da própria atividade profissional”, finaliza.