Fiesp: emprego na indústria paulista sobe 0,15%, o pior resultado do ano

No ano, até agosto, contratações acumulam alta de 3,69%, com preenchimento de 75,955 mil vagas no setor

SÃO PAULO – A indústria paulista contratou 0,15% mais profissionais em agosto, frente ao mês imediatamente anterior, com o preenchimento de 3,15 mil vagas. Apesar do leve aumento, o número fica bem abaixo das 16,871 mil contratações de julho. O resultado apurado em agosto é o pior deste ano e não leva em conta ajuste sazonal.

Considerando o ajuste, o nível de emprego registra variação positiva de 0,21% em agosto. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, Paulo Francini, “os resultados são modestos, muito próximos do zero, o que reforça ainda mais as nossas previsões: o crescimento do País continua morno, bem diferente do resto do mundo”.

Evolução de 3,93% em um ano

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A pesquisa da Fiesp revela que as admissões acumuladas em 2005 totalizam 75,955 mil vagas profissionais, representando aumento de 3,69% no nível de emprego da indústria paulista, em relação ao mesmo período de 2004. Já na somatória dos últimos 12 meses a evolução chega a 3,93%, com incremento de 80,702 mil trabalhadores no setor.

O crescimento do nível de emprego decorre dos resultados positivos verificados em 17 sindicatos industriais do Estado de São Paulo. Em contrapartida, outras 20 entidades apresentaram saldo negativo, enquanto 10 permaneceram estáveis no período.

Couro e peles contratou mais

Entre os segmentos analisados pela Fiesp, o ramo de curtimento de couro e peles foi o que mais ampliou suas admissões, com evolução de 8,13% da força de trabalho. Na segunda colocação aparece a categoria de massas alimentícias e biscoitos, com alta de 5,10%.

Já no outro extremo da lista, o setor de relojoaria figura como o que mais fechou postos de trabalho no oitavo mês do ano, com saldo negativo de 7,83%, seguido de longe pela indústria de móveis de junco e vime e vassouras e pincéis (-1,80%) e calçados de Franca (-1,35%).