FGV: renda do brasileiro aumenta em anos eleitorais e diminui nos pós-eleições

Em 2002, por exemplo, o rendimento médio cresceu 1%, tendo apresentado redução de 4% um ano depois

SÃO PAULO – Tradicionalmente, a renda média dos brasileiros costuma aumentar nos anos com eleição nacional e diminuir nos anos pós-eleitorais. A constatação faz parte do estudo “Miséria, Desigualdade e Políticas de Renda: o Real do Lula”, divulgado na última quarta-feira (19) pela Fundação Getúlio Vargas.

Em 2002, por exemplo, o rendimento médio cresceu 1%, tendo apresentado redução de 4%, um ano depois. Em 1998 e 1999, as variações foram de 2% e -4%, respectivamente; em 1989 e 1990, 6% e -2%; e em 1986 e 1987, 53% e -27%.

Miséria

Ainda de acordo com a FGV, fenômeno parecido pode ser observado com a taxa de miséria do País: queda nos anos eleitorais e aumento nos anos imediatamente após as eleições.

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Em 2002, o índice caiu 3%, tendo apresentado elevação de 5% um ano depois. Em 1998 e 1999, as variações foram de -5% e 4%, respectivamente; em 1989 e 1990, -5% e 1%; e em 1986 e 1987, -37% e 47%.

Levantamento

O estudo – que avalia a evolução da distribuição de renda, da pobreza e dos seus determinantes, com destaque para as políticas de renda adotadas nos últimos 15 anos – é o primeiro trabalho de análise disponibilizado a partir do processamento dos microdados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).