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FGV: indicador de desemprego avança 0,8% em maio

A fundação ressaltou que as classes que mais contribuíram para o resultado do ICD em maio foram a dos consumidores com renda familiar entre R$ 4.800 e R$ 9.600

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 0,8% em maio na comparação com o mês anterior, para 66,6 pontos, considerando os dados ajustados sazonalmente. “Assim como em abril, a alta foi insuficiente para reverter a tendência de queda do indicador em médias móveis trimestrais”, destacou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em nota.

A fundação ressaltou que as classes que mais contribuíram para o resultado do ICD em maio foram a dos consumidores com renda familiar entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) subiu 2,9%, e a dos que possuem renda familiar acima de R$ 9.600,00, com variação de 1,5%.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

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Emprego

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 4,5% em maio ante abril, para 79,3 pontos, segundo dados com ajuste sazonal. “Após a terceira queda consecutiva, o indicador sinaliza intensificação da tendência de desaceleração do ritmo de contratações nos próximos meses”, informou o Ibre/FGV.

Para chegar a esse resultado os componentes do IAEmp que mais influenciaram foram o indicador da Sondagem de Serviços, que mede o otimismo dos empresários em relação à tendência dos negócios nos seis meses seguintes, que recuou 8,1%, e o grau de satisfação com a situação atual dos negócios, da Sondagem da Indústria, que caiu 6,5%.

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV.