Fecomercio-SP: comércio varejista cria 1.406 empregos em fevereiro

Segundo entidade, ainda afetado pela crise, setor registrou leve alta de 0,2% no nível de emprego, em relação a janeiro

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SÃO PAULO – O nível de emprego do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo registrou leve alta de 0,2%, em fevereiro de 2009, em relação a janeiro. Esse número representa a criação de 1.406 empregos com carteira assinada no setor, contra as 5.643 demissões registradas no mês anterior.

Os dados compilados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, foram divulgados na quarta-feira (25) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Na opinião do economista da entidade, Flávio Leite, os dados do nível de emprego de janeiro e fevereiro indicam que as empresas varejistas continuam ainda temerosas quanto ao rumo da economia em 2009. Isso ocorre principalmente pelo baixo crescimento econômico esperado (PIB em torno de 0,5% a 1%, queda na produção industrial e nas vendas) aliado às dificuldades de obtenção de crédito.

Demissões por setores

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As atividades que tiveram retração no número de empregos em fevereiro, em relação a janeiro, foram lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (-0,9%), lojas de Departamentos (-2,8%) e Concessionárias de Veículos (-0,4%).

Esses setores também foram os que registraram, ao mesmo tempo, as maiores taxas de demissões: 5,3%, 5% e 9,1%, respectivamente, dos totais de empregados de cada setor.

No resultado geral do comércio, a taxa de rotatividade acusou 3,9% em fevereiro, ante os 4,1% verificados em janeiro.

Salários

Os salários médios do comércio varejista em fevereiro permaneceram na casa de R$ 1.153, ante R$ 1.159 registrados no primeiro mês do ano.

As atividades que registraram os maiores salários foram lojas de Departamentos (R$ 2.040), Concessionárias de Veículos (R$ 1.609) e Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (R$ 1.551). Já a menor média salarial se encontra no setor de Supermercados (alimentos e Bebidas): R$ 976.

Vale ressaltar que, em fevereiro do ano passado, os salários médios do comércio varejista ficaram na casa de R$ 1.224.

Análise

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Segundo a análise da instituição, embora a evolução das taxas de emprego ainda permaneça em patamares elevados, os reflexos da crise financeira continuam a afetar o mercado de emprego no setor.

De acordo com a avaliação da Fecomercio, baseada em dados do Caged, o nível de emprego no varejo em fevereiro de 2009 atingiu 6,5%. Esse índice foi inferior aos 7,9% alcançados no mesmo mês do ano passado, quando comparados com 2007.

A maior desaceleração do nível de emprego do segmento varejista se concentrou com a crise a partir de outubro de 2008, quando atingia um crescimento de 8,1%. Os analistas verificaram também que, se comparar a taxa de contratados no comércio varejista na região metropolitana de São Paulo em relação ao mesmo período do ano anterior, a quantidade de novos empregos passou de 4.496 em fevereiro de 2008 para 1.406 em fevereiro deste ano, um recuo de 68,7%.

“Diante deste cenário pouco positivo para 2009, com expectativa de redução do volume de negócios, é razoável imaginar que os empresários estejam se preparando e adequando seu quadro de pessoal, bem como sua folha de pagamentos, à nova realidade”, finaliza Leite.