Falta de talentos dificulta sucessão de CFOs, aponta pesquisa da Robert Half

No Brasil, apenas metade das empresas entrevistadas já identificaram o próximo diretor financeiro

SÃO PAULO – Quatro entre dez executivos afirmam que a escassez de candidatos qualificados é o principal problema na hora de escolher um sucessor ao cargo de CFO (Chief Financial Officer).

Segundo a Pesquisa Internacional de Mercado de Trabalho, realizada pela Robert Half, empresa especializada em recrutamento e seleção, no Brasil, apenas metade das empresas entrevistadas já identificou o próximo diretor financeiro.

Salário também é problema
O levantamento da Robert Half ouviu 2.525 executivos da área de finanças e recursos humanos no Brasil, Áustria, Bélgica, República Checa, Dubai, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Suíça e Holanda.

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Na avaliação do gerente sênior das divisões de Finanças, Contabilidade e Mercados Financeiros da empresa de recursos humanos, Fábio Saad, além da escassez de talentos, a valorização dos salários também está dificultando a busca pelos novos CFOs.

Desenvolvimento interno
A solução, segundo Saad, tem sido desenvolver pessoas internamente. A pesquisa ainda mostrou que, para preparar o futuro CFO, as principais ferramentas são aumento de responsabilidade (32%) e o treinamento interno (26%).

Os executivos das organizações financeiras indicam que os profissionais para cargos de CFO precisam ter habilidade estratégica, pensamento analítico e gestão, acompanhando as médias globais de países como França e Alemanha.

O perfil mais procurado pelas empresas, segundo Saad, é de profissionais entre 12 e 15 nos de carreira e que sejam capazes de exercer um papel de liderança.

Promoções internas
No Brasil, foi identificado que 64% dos CFOs chegam a tal cargo por meio de promoções internas nas empresas. A média mundial, porém, é de 47%. Quando o assunto é a contratação, 32% dos profissionais chegam ao cargo por indicação, seguidos por 16% que alcançam a posição por intermédio das redes sociais e 15%, via headhunters.

Em países como Holanda e França, esta última forma de seleção tem peso maior do que qualquer outra modalidade de contratação de diretores financeiros.