Faculdade de madrugada: em quais casos vale a pena fazer?

Cursos em horários alternativos podem ser a solução para quem já trabalha em um período diferente

SÃO PAULO – O que você faz das 23 horas da noite às seis horas da manhã? Enquanto grande parte das pessoas dorme nesse horário, há aquelas que aproveitam para estudar. Mas não se trata de ficar acordado em casa, lendo livros e fazendo exercícios.

Cursos de ensino superior pela madrugada já se tornaram uma opção para alunos de algumas entidades, como a UniÍtalo (Centro Universitário Ítalo-Brasileiro), que oferece cursos na área de Administração, Ciências Contábeis e Filosofia em horários alternativos, como das 23h às 1h45 e das 05h45 às 08h30. Mas em que casos vale a pena fazer um curso nesse horário?

Trabalhando o dia inteiro

Segundo o pró-reitor acadêmico, professor e doutor em Educação da instituição, Luiz Carlos Pereira de Souza, as pessoas que procuram esse horário são basicamente aqueles que trabalham o tempo todo e só possuem esse período do dia livre para o estudo.

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“No horário madrugada noite (23h às 1h45), os alunos são profissionais liberais, que trabalham o dia inteiro e só podem estudar nesse período. Já no madrugada manhã (05h45 às 08h30), o público é outro. Nesse caso, a maioria é formada por profissionais que trabalham em shoppings ou bancos. No primeiro horário, são pessoas que estudam depois do trabalho, já no segundo, são alunos mais jovens, que só podem estudar antes de ir paro o emprego”, explica.

Souza também lembra que há aqueles alunos “amantes da insônia”, que estudam nesse horário por se sentirem mais dispostos durante a noite, e até mesmo para ter o que fazer nesse período.

Comprometimento

O professor ressalta que um dos lados positivos de estudar nesse horário é o comprometimento dos alunos. “Quem faz essa opção tem mais disposição, mais responsabilidade e comprometimento com o estudo. Eles aproveitam mais o tempo em que estão na sala de aula”.

Os cursos nos horários alternativos foram adotados há apenas um ano pela instituição e não há dados sobre a recepção desses alunos no mercado de trabalho, mas Souza ressalta que os estudantes estão conseguindo fazer um curso superior e, por isso, se mantêm disponíveis para o mercado de trabalho.

Na UniÍtalo, os cursos da madrugada possuem a mesma carga horária que os oferecidos nos horários tradicionais. “Eles cumprem 100 dias letivos por semestre e são reconhecidos pelo MEC (Ministério da Educação)”, afirma o professor, que lembra que um Centro Universitário tem a autonomia para lançar cursos sem necessitar da aprovação do Ministério.

Para quem faz a opção pelo curso da madrugada, as mensalidades também saem mais baratas, com descontos de até 50%.