Executivos: maioria dos contratados exerce novos cargos

Segundo o Grupo Catho, 53% das contratações de executivos foram para cargos que não existiam antes; desafio requer cautela

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SÃO PAULO – A criação de novas vagas foi responsável pela maioria das contratações de executivos nos últimos dois anos. É o que revela a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros”, realizada pelo Grupo Catho.

Segundo o estudo, nos anos de 2004 e 2005, 53% das contratações de executivos foram destinadas à ocupação de cargos que não existiam antes, aumento razoável em relação aos 39,50% verificados em 2003. Thomas Case, fundador do Grupo, atribui o resultado à expansão econômica registrada no Brasil neste período.

Oportunidade exige preparo e cautela

O resultado mostra um caminho para os executivos em busca de novas oportunidades. Ao procurar emprego, vale a pena procurar por empresas que estejam em expansão, já que têm condições de investir em novas contratações.

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Entretanto, a criação de cargos que não existiam antes exige do profissional jogo de cintura, preparo e muita cautela, já que se trata de um desafio: não haverá muita definição para a tarefa, o profissional partirá do zero e a empresa não terá condições de avaliar a real necessidade do cargo antes mesmo de testá-lo.

Neste caso, o ideal é que, caso isso lhe aconteça, você converse abertamente com seu futuro chefe antes de começar. O objetivo é traçar o perfil desta nova vaga, definir metas e identificar o que a empresa espera atingir com esta nova função. A intenção, agindo desta forma é, além de estabelecer um elo de confiança com a empresa, obter elementos para o desenvolvimento de um bom trabalho.

Algo, porém, deve ficar claro: se, por um lado, a oportunidade apresenta certo risco, por outro o fato de assumir algo novo, sem padrões pré-definidos, sinaliza um tremendo desafio. E o novo é um bom combustível para a motivação!

Para quem prefere maior segurança

Analisando-se as possibilidades de contratação, substituir alguém que pediu demissão é uma oportunidade de menor risco. Afinal, esta vaga já está bem definida. Por outro lado, sua chance de “surpreender” será menor, o que poderá diminuir um pouco suas chances de crescimento.

Ainda de acordo com a pesquisa do Grupo Catho, a oportunidade de substituir alguém que pediu demissão representou 24,80% das contratações em 2003, e avançou para 27,4% em 2004/2005.

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Num sentido contrário, as promoções registraram queda nesta mesma comparação. Se hoje respondem por 2,48% das contratações, em 2003 esta parcela era de 6,40%.

Substituir pessoas que foram demitidas contabilizam mais de 15% das contratações (contra 21,30% em 2003).

Sobre a pesquisa

O estudo “A Contratação, a Demissão e a Carreira do Executivo Brasileiro 2005” foi realizada com 31 mil executivos entre os meses de maio e julho deste ano.