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Hábitos ruins

Executivos estão consumindo mais gordura, diz pesquisa

Pesquisa da Omint revelou que executivos brasileiros têm optado por leite integral, manteiga e baicon a produtos desnatados e carnes magras

SÃO PAULO – Enquanto médicos alertam sobre os risco de doenças crônicas causadas pela má alimentação associada ao estresse, executivos brasileiros têm dado pouca importância ao assunto. Isso porque eles estão consumindo mais gordura e doces, segundo confirmou a pesquisa da operadora de saúde Omint, que monitorou hábitos alimentares de 4.093 executivos com remuneração entre 7 mil e 45 mil reais.

De acordo com o levantamento realizado entre o início de 2011 e o final de 2012, os executivos têm optado por leite integral, manteiga, queijos amarelados e bacon, em vez de desnatados, queijo branco e carnes magras, como peixes e frangos.

Em 2012, 29% dos profissionais afirmaram consumir alimentos gordurosos com alta ou média frequência, enquanto em 2011 o indicador se manteve em 24% dos profissionais. Por outro lado, a resistência a esses produtos vem aumentando: 75% dos profissionais afirmaram consumir o produto em ocasiões raras ou pouco frequentes em 2012, enquanto em 2011 o indicador foi de 73%.

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O consumo de leite integral ou de queijos amarelados também aumentou entre os executivos. Enquanto em 2012, 45% dos executivos disseram ingerir o produto com muita ou média frequência, em 2011, o índice ficava em torno de 36%.

A ingestão de bacon, manteiga e margarina também cresceram. “Isso preocupa, pois por mais que os problemas relacionados ao consumo exagerado desses produtos seja amplamente difundido, não é suficiente para incentivar a substituição por opções mais saudáveis”, conta o diretor médico da Omint e responsável pela pesquisa, Caio Soares.

Por fim, a ingestão de guloseimas por parte dos executivos se manteve estável ao longo de todo ano de 2011 e 2012: cerca de 50% dos executivos afirmaram consumir esses produtos com muita frequência ao longo dos dois anos.

Mudanças nos hábitos alimentares
Mesmo que alimentos gordurosos tenham aumentado no cardápio dos profissionais, o onsumo de alimentos integrais ou funcionais vem crescendo. Em 2012, 80% dos profissionais avaliados afirmaram ter consumido o produto com muita ou média frequência enquanto, em 2011, era cerca de 60%.

O consumo de carnes vermelhas, com maior índice de gordura, também vem caindo. Enquanto 51% dos executivos afirmam consumir com grande ou média frequência ao longo de 2012, em 2011 o indicador bateu na casa dos 66%.

Para Soares, o cuidado com a alimentação deve ser o alvo não apenas dos indivíduos, mas também dos recursos humanos das empresas, dos gestores dos planos de saúde e das próprias operadoras de saúde. “O resultado de uma vida toda se alimentando mal é o desenvolvimento de doenças graves, que geram o alto custo que impacta na sinistralidade das carteiras, acarretando aumento de custos excessivos”, explica.