Executivos de mau humor: confiança cai ao nível mais baixo desde 2003

Apenas 21% dos CEOs mundiais estão confiantes de que o faturamento de suas empresas crescerá nos próximos 12 meses

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SÃO PAULO – A recessão atingiu a confiança dos CEOs quanto ao futuro dos negócios. É esperado um período de desaceleração, com gradual recuperação nos próximos três anos, de acordo com estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers.

O estudo englobou 1.124 entrevistas com CEOs (diretores executivos, na sigla em inglês) de 50 países, incluindo o Brasil, no último trimestre de 2008. Constatou-se que o nível de confiança dos entrevistados caiu para seu menor nível desde o início da série histórica, em 2003.

Em todo o mundo, apenas 21% dos CEOs afirmaram que estavam confiantes de que o faturamento de suas empresas cresceria nos próximos 12 meses. Para se ter uma ideia da deterioração do otimismo, na última pesquisa, esse percentual era de 50%.

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Além disso, mais de um quarto dos CEOs disseram que estavam pessimistas quando aos prognósticos para este ano.

Os próximos três anos

Executivos ao redor do mundo estão desanimados também com as possibilidades de crescimento em um prazo mais longo, prevendo uma recuperação lenta. Apenas 34% deles disseram que estavam confiantes com os próximos três anos. No ano passado, esse índice era de 42% – era apenas o início da crise e os CEOs começavam a descortinar os impactos na economia mundial.

A mudança de humor pôde ser vista em todas as regiões do mundo, independentemente do grau de desenvolvimento do país, e em todos os setores da economia. Somente 15% dos CEOs da América do Norte e 15% daqueles que atuam no Oeste Europeu expressaram confiança quanto aos prognósticos para os próximos 12 meses. Nas economias emergentes do Leste Europeu e da Europa Central, esse percentual foi de 21%; na Ásia, de 31%; e na América Latina, de 21%.

“A velocidade e a intensidade da recessão balançou a cabeça dos CEOs e criou uma crise global de confiança”, afirmou o CEO global da PricewaterhouseCoopers, Samuel A. DiPiazza Jr.

“CEOs estão mais preocupadas com a sobrevivência de seus negócios no curto prazo. Até mesmo nos países emergentes, as empresas estão se deparando com dificuldades tais como escassez de crédito, problemas no mercado de capitais e colapso da demanda”, explica.