Executivos de 31 países estão insatisfeitos com o próprio trabalho, diz pesquisa

Apesar do descontentamento, profissionais não querem trocar de emprego; descontentamento é maior entre os homens (59%)

SÃO PAULO – Executivos de 31 países do mundo, inclusive do Brasil, estão insatisfeitos com o próprio emprego. A conclusão faz parte de um levantamento da Accenture, que revelou que 57% das mulheres e 59% dos homens entrevistados pela consultoria em gestão não estão à vontade em seu trabalho no momento.

Contudo, nada é mais curioso que a atitude destes profissionais diante de tal fato. Ao que parece, mesmo insatisfeitos, a maioria dos trabalhadores consultados (69%) não está disposta a trocar de emprego.

A flexibilidade no trabalho é a principal razão para 64% deles permanecerem no emprego atual. Além disso, 69% disseram não fazer planos para deixar o emprego, informou o estudo.

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Dificultadores
As barreiras para progredir profissionalmente também foram avaliadas pelo estudo. Neste quesito, 42% das mulheres e homens apontaram a falta de oportunidades e a falta de um plano de carreira como as principais dificuldades. Menos de um quarto (20%), entretanto, disse que o maior obstáculo são as responsabilidades familiares e 32% declararam não enxergar barreiras para o crescimento profissional.

Pensando em driblar esses entraves, boa parte dos profissionais informou estar trabalhando em uma série de medidas para gerenciar ativamente a própria carreira. Segundo os entrevistados, isso inclui aceitar diferentes papéis ou responsabilidades na empresa (citado por 58%), receber mais formação ou treinamento (46%) e trabalhar por mais horas (36%).

Satisfação em jogo
Outros dados sobre satisfação no trabalho também foram avaliados. Entre eles, está a flexibilidade no horário do trabalhador. De acordo com o levantamento, por exemplo, 59% dos profissionais declararam ter algum tipo de horário flexível na empresa, enquanto 44% dos entrevistados desse grupo disseram ter usado opções de horário flexível por mais de três anos.

Já no que se refere aos atributos considerados mais importantes para o crescimento do profissional, a autoconfiança foi apontada por 28% dos entrevistados, enquanto as habilidades receberam 25% das menções e o trabalho intenso, 23%.

Por último, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional foi analisado.

Enquanto mais de dois terços (71%) dos entrevistados relataram ter equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho na maior parte do tempo, 42% disseram que muitas vezes sacrificaram o tempo com a família para ter sucesso na vida profissional e 41% disseram que as demandas da carreira têm impacto negativo na vida em família.

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A pesquisa
Para a pesquisa foram consultados cerca de 3,9 mil profissionais, sendo 1,950 mil executivas, pertencentes às gerações baby boomer (nascida antes de 1964), X (nascida entre 1965 e 1978) e Y (nascida a partir de 1979).