Executivos brasileiros são os mais criativos e ambiciosos, revela pesquisa

Levantamento da Michael Page aponta que profissionais estão à frente, inclusive, dos argentinos, mexicanos e chilenos

SÃO PAULO – Os executivos brasileiros estão entre os mais criativos, ambiciosos e empreendedores de toda a América Latina. Os profissionais estão à frente, inclusive, dos argentinos, mexicanos e chilenos, e almejam se tornar CEO dentro da organização em que atuam, segundo informa um recente levantamento da consultoria de recrutamento Michael Page.

Segundo a pesquisa, divulgada na última sexta-feira (4), enquanto os brasileiros tiveram nota dez na categoria criatividade, os argentinos e mexicanos receberam, respectivamente, notas 9 e 7. Já no item ambição, a avaliação foi pior: para os 9 pontos nacionais, a Argentina e o México tiveram um empate, com apenas 7 pontos.

Aliás, justamente por tal pontuação, a situação dos profissionais brasileiros não poderia ser mais favorável, afinal, na maioria dos quesitos analisados (liderança, mobilidade e capacitação), eles se destacaram por apresentar as melhores avaliações do mercado.

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Habilidades em foco
São considerados pontos fortes dos profissionais brasileiros as habilidades pessoais, a capacidade de orientação nos negócios e a gestão de crises. Já entre os argentinos, a criatividade desponta como um dos principais diferenciais – neste caso, eles também se destacam por seu perfil comercial e suas habilidades nas crises.

Lembrando que se assemelham aos argentinos, os mexicanos, também considerados hábeis comercialmente e nas crises. Apenas os chilenos mantêm um perfil à parte.

“Apesar de serem considerados bons na construção de equipes e na execução de tarefas, eles possuem um perfil menos agressivo que os demais profissionais e costumam tolerar menos as mudanças para outros países”, informa o levantamento.

Estudo
Para a pesquisa, foram avaliados os perfis de 45 mil profissionais do sexo masculino, com idade média entre 40 e 50 anos – estes, casados, com dois ou três filhos cada.

“Dos profissionais consultados, a maioria possuía graduação em administração de empresas, engenharia ou economia e apresentava aindapós-graduação ou MBA Internacional”, detalha a Michael Page.