Exceção à regra: quando mulheres ganham mais, diferença chega a 25%

"Elas se destacam em profissões em que estão mais presentes", afirmou diretor de pesquisa da Catho Online, Marco Roraggi

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SÃO PAULO – Os homens ainda ganham mais do que as mulheres. Dados mostram que os rendimentos deles costumam ser até 70% maiores do que os oferecidos a elas. Se o homem ganhar mais já se tornou uma regra, a boa notícia é que existem exceções.

A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios da Catho Online mostrou que existem posições em que as mulheres costumam ganhar valor superior ao dos seus pares do sexo masculino, o que pode variar de 3% a 25% de diferença.

“Nem sempre vale a regra de que os homens ganham mais do que as mulheres. Elas se destacam em profissões em que estão mais presentes, como nas áreas de Moda, Letras, Psicologia, Enfermagem, Recursos Humanos, Nutrição, entre outras”, afirmou o diretor da pesquisa, Marco Roraggi.

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A pesquisa foi feita no mês de fevereiro com mais de 175 mil respondentes de mais de 21 mil empresas, em 3550 cidades de todo o Brasil.

Diferenças
Quando elas ocupam o cargo de professor-doutor, a diferença de salários é maior, de 25% frente aos profissionais homens. Na sequência estão as modelistas-estilistas e as gerentes de hotéis, que recebem 22% mais do que eles, sem contar as terapeutas ocupacionais, que ganham 19% mais.

No caso de professor graduado e recepcionistas de hotéis, elas recebem 16% mais, enquanto entre estagiários de enfermagem e analistas plenos, na área de jornalismo, elas ganham 13% mais do que eles.

Elas também se sobressaem quando estão na posição de coordenação de biblioteca (salário 11% maior), de coordenador, supervisor ou chefe de treinamento e desenvolvimento de Recursos Humanos (10%), repórter (9%), psicólogo hospitalar (9%) e analista pleno de vendas (8%).

Ainda existem posições em que as mulheres saem à frente quando o assunto é salário, mas com uma diferença pequena, como no caso de analista de recrutamento e seleção pleno, analista pleno de atendimento ao cliente e bibliotecário (6%), além de secretária executiva (4%) e secretária bilíngue e arquiteto pleno (3%).