Quilinhos a mais

EUA: profissionais obesos deverão pagar a mais para receber seguro saúde

A Michelin e outras empresas dos Estados Unidos estão adotando medidas rígidas para conter gastos crescentes com seguros saúdes de funcionários

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SÃO PAULO – Você tem mais de 100 centímetros de cintura? Pois se você pensa em trabalhar na Michelin North America Inc., esses ‘pneuzinhos’ a mais podem custar seu emprego.

Isso porque a empresa adotou uma medida rigorosa para os profissionais norte-americanos: cada um que tiver pressão arterial elevada ou uma barriga maior que os padrões da empresa pode ter que pagar até US$ 1 mil a mais pelo seguro saúdo a partir do próximo ano, revelou o Wall Street Journal.

Com a medida, afirma a publicação, a empresa tenta lutar contra os custos crescentes dos planos de saúde dos funcionários dos Estados Unidos. Situação delicada em que muitas empresas do País também estão enfrentando, uma vez que tais gastos atingiram uma média de US$ 12.136 por funcionário este ano, de acordo com a consultoria Towers Watson.

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“Elas [empresas] estão exigindo que os funcionários divulguem dados como peso, IMC (índice de massa corporal) e nível de açúcar no sangue se não quiserem pagar a mais pelo seu plano de saúde”, conta o artigo.

Como justificativa, economistas e executivos disseram que não podem reduzir os custos de saúde sem mudar os hábitos dos empregados. Eles ainda citam estudos que mostram que as pessoas se sentem mais estimuladas com uma penalidade em dinheiro, como uma multa, do que com o reconhecimento, como um prêmio.

Polêmica
Mesmo que empregadores argumentem que a decisão severa pode ajudar a saúde dos funcionários, em punir por não realizarem check-ups periodicamente, o jornal lembra que as empresas devem por em pauta doenças crônicas, como a hipertensão, que poderiam impedir a contratação ou promoção de alguém que porte essas doenças.