EUA e Japão devem incentivar estudo de ciência e tecnologia, adverte Bill Gates

Menor interesse dos estudantes desses dois países pelo tema pode prejudicar as duas maiores economias do mundo

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SÃO PAULO – Uma pesquisa feita com estudantes de 41 países pela Organização para Economia, Cooperação e Desenvolvimento (OECD) chamou a atenção do fundador da Microsoft, Bill Gates.

No estudo ficou constatado que os estudantes das duas maiores economias do mundo estariam perdendo o interesse pelas ciências e pela tecnologia. Gates acredita que o menor interesse dos estudantes por essas duas áreas poderia contribuir para o enfraquecimento econômico dos dois países.

Conhecimento não deve ser terceirizado

A atitude dos estudantes japoneses e norte-americanos parece contrastar com aquela adotada no resto do mundo, mas, sobretudo, entre os países emergentes, como China e Índia, que vem ganhando competitividade no mercado internacional ao investir na formação de jovens engenheiros.

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Gates não acredita que a terceirização de parte da produção com empresas estrangeiras, seja a melhor saída para os EUA ou o Japão. Aqui vale lembrar que muitas empresas norte-americanas já terceirizam até mesmo o serviço de call-center com empresas indianas, por exemplo.

O fundador da Microsoft acredita que esse tipo de postura é extremamente arriscada, pois coloca as duas maiores economias do mundo em uma posição de dependência com relação a esses países. Afinal, lembra Gates, não se deve terceirizar conhecimento, pois o mesmo é a chave para se garantir a maior competitividade da economia.

Parceria com universidades japonesas

Caso os EUA e o Japão não adotem medidas no sentido de incentivar seus estudantes a investirem em carreiras voltadas à tecnologia e ciência, os dois paises acabaram sendo forçados a terceirizar esse tipo de serviço. Gates recomenda que os dois países devem identificar medidas que incentivem os alunos a estudarem ciências e ajudá-los a tornaram-se profissionais de tecnologia informática.

Se não conseguirem seus estudantes mais brilhantes para esses cursos, afim de que recebam treinamento adequado, tanto a economia norte-americana quanto a japonesa não terão acesso a parcela merecida do crescimento da riqueza mundial.

Nesse sentido, a Microsoft declarou que irá aumentar as pesquisas conjuntas com universidades japonesas e inaugurará um novo instituto que será dirigido pelo especialista em robótica Katsushi Ikeuchi na Universidade de Tóquio.