Estudo revela como se deram as demissões desde o começo da crise

Dados do Ipea mostram que elas foram mais intensas nas regiões não-metropolitanas, com perda de 525 mil empregos formais

SÃO PAULO – Um estudo divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quarta-feira (29) mostra um Raio X do desemprego desde o começo da crise. E a situação não é nada boa para quem mora distante das regiões metropolitanas.

De acordo com os dados, desde que começou a crise financeira mundial, houve um saldo negativo de quase 167 mil postos formais de trabalho nas regiões metropolitanas, enquanto nas regiões não-metropolitanas a perda foi de 525 mil empregos formais.

O estado que mais perdeu postos formais foi o Amazonas, com contração de 6%. Em seguida, estão o interior de Minas Gerais (-5,3%), o interior de São Paulo (-5,1%) e o interior do Pará (-5%).

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Confira abaixo as demais conclusões do estudo:

  • Agricultura, indústria de calçados, metal-mecânica, de material de transportes e extrativista foram as atividades que mais fecharam postos. Serviços e comércio desaceleraram, mas ainda contratam;
  • A partir de 1,1 salário mínimo, houve redução em todas as faixas salariais, chegando à situação mais crítica na faixa de dois a três mínimos, em que o número de postos de trabalho caiu 3,7% entre outubro de 2008 e março deste ano;
  • Por faixa de renda, é possível dizer que houve desaceleração na criação de vagas para as pessoas com até 24 anos de idade, mas o saldo de postos de trabalho ainda é positivo. A partir dos 25 anos, no entanto, houve fechamento de postos em todas as faixas;
  • A criação de postos de trabalho para os mais escolarizados despencou, mas ainda há mais contratações do que demissões. Já para as faixas de Ensino Médio incompleto para baixo, houve fechamento de vagas. Os mais afetados foram os que têm escolaridade do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental.