Estudo dos EUA diz que home office prejudica ambiente da empresa. E no Brasil?

Para headhunter, no Brasil, não há impactos negativos ou positivos para as pessoas que ficam dentro do escritório

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SÃO PAULO – De acordo com estudo realizado pelo Rensselaer Polytechnic Institute, quanto maior o número de funcionários que trabalham por meio de home office em uma empresa, mais insatisfeitos são os profissionais que executam as atividades dentro dela. Os dados fazem parte da realidade norte-americana. Será que eles são válidos para o Brasil?

Para o headhunter da Case Consultores, Ricardo Nogueira, no Brasil, não há impactos negativos ou positivos para as pessoas que ficam dentro do escritório, se a empresa tiver funcionários que trabalham por home office. “Se a pessoa está insatisfeita, assuma e chegue ao chefe e diga, durante o feedback. Exponha que a empresa tem a possibilidade e quer se inserir no contexto”.

Segundo o autor da pesquisa, Timothy Golden, as razões para os efeitos nos trabalhadores da empresa são variadas. “Mas pode ser devido ao fato de ele se sentir com menos flexibilidade e mais carga de trabalho”, disse.

Diminuindo os efeitos

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Para Nogueira, se a pessoa que trabalha remotamente fica incomodando os demais, tirando vantagem, aí, sim, pode gerar um clima ruim. “Fora isso, não acredito que exista qualquer influência negativa no outro funcionário”. Para evitar prejudicar o ambiente de trabalho, o funcionário que trabalha por home office pode tomar algumas atitudes. Veja-as abaixo:

  • Saber exatamente o que faz e ter um cronograma;
  • Comparecer a reuniões. Se estiver em outro país, participe de conference call, por exemplo;
  • Saber quais os envolvidos no projeto e envolver as pessoas;
  • Aparecer na empresa com uma certa periodicidade. “Uma vez a cada quinze dias é ideal, mesmo que não seja obrigatório”.

Home office

Segundo Nogueira, a razão de as empresas optarem pelo home office é econômico-financeira. “Se tem uma sede em Campinas, quanto custa trazer uma pessoa de Manaus? Passa as tarefas e cumpre como se tivesse na empresa. É melhor do que tê-la em trânsito”. A prática acontece, com mais freqüência, em empresas enxutas fisicamente, que têm uma estrutura bem desenhada e o que expande comercialmente fica fora do espaço físico.

Trabalhar por home office, para o headhunter, é para quem pode e não para quem quer. “Tem que ter disciplina consciente. Hora de trabalho é hora de trabalho. Não é para trabalhar de pijama, nem somente uma hora por dia, porque ninguém está olhando. Tem que apresentar resultados”, afirmou.

Além disso, ele disse que quem opta pelo trabalho mais fechado abre mão de um universo dentro da empresa.