Estresse: mal que prejudica vida profissional atinge 86% dos paulistanos

Pesquisa mostra que muitos moradores da cidade de SP sequer sabem que sofrem de estresse; conheça mais sobre ele

SÃO PAULO – Análise realizada pelo Centro Psicológico de Controle do Stress (CPCS) revelou que o nível de estresse dos moradores da cidade de São Paulo, independentemente da profissão, é altíssimo, principalmente entre as mulheres.

Os dados foram coletados de 328 pessoas, em meio à Avenida Paulista, e o resultado foi que 22% da população está em um estágio avançado do estresse, sendo que 75% destas pessoas são as mulheres que residem na cidade.

“Esse índice é altíssimo, principalmente no universo feminino”, comentou a diretora do CPCS, Marilda Lipp, sobre o dado de que 64% das mulheres entrevistadas pela análise estão com o distúrbio. Entre os homens, a proporção de estressados foi de 36%.

Sem conhecimento, e tratamento!

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No geral, entre todas as pessoas entrevistadas, 64% estão em um nível intermediário de estresse, enquanto apenas 14% estão livres do mal. “Os dados demonstram que muitas pessoas sequer sabem que estão sofrendo com estresse e, consequentemente, não procuram um tratamento”, afirmou Marilda.

O estresse impacta diretamente no sistema imunológico, propiciando o desenvolvimento de doenças e prejudicando a vida pessoal e, inclusive, a profissional. Por isso, seu tratamento é de extrema importância, mas muitas pessoas banalizam o mal.

“Hoje em dia, há uma banalização do estresse. As pessoas que sofrem de estresse não tratam o problema como deveriam. Por exemplo, o desânimo pode ser sinal de estresse. Mas quando alguém está sem vontade de fazer nada, os outros logo falam que é preguiça. Para muitos, estresse é frescura”, disse a psicóloga Olganir Merçon Tezolin, autora do livro “Stress: você pode controlá-lo”.

Conheça mais

Existem três tipos de estresse. Confira abaixo:

  • Emocional: a causa quase sempre é bastante pontual, como a perda de um ente querido, o fim de um relacionamento ou o fato de ter alguém da família doente;
  • Mental: diz respeito ao desgaste no dia-a-dia, à pressão no trabalho, às horas perdidas no trânsito todo santo dia, às cobranças ou ao excesso de informações, com as quais o profissional precisa aprender a lidar;
  • Físico: é como o de um atleta cuja rotina exige muito esforço físico. Neste caso, tirar férias ajuda.

Contorne a situação

Para reverter o quadro, não é preciso recorrer à ajuda médica. Muitas vezes, apenas com uma meditação ou um bom período de descanso, o profissional já consegue controlar o estresse. Durante seu dia, procure não levar rixas tão a sério nem dê atenção para aquilo que o deixa nervoso. Tome cuidado com a alimentação, pratique atividades físicas e faça pausas na jornada de trabalho.