Certo ou errado?

Estagiário encontra falha grave de segurança no Facebook e é demitido

O estudante descobriu que o aplicativo Messenger, do Facebook, automaticamente compartilha a localização do usuário e compartilha com todas as pessoas com quem ele conversou

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SÃO PAULO – Um estagiário do Facebook foi demitido após criar um plugin para Google Chrome que chamava atenção para alguns defeitos de privacidade no Messenger. Muito embora tenha sido demitido após encontrar a falha, este não foi um ato de vingança: o estagiário não denunciou o bug – que talvez ele nem tenha percebido ser um bug – sendo acusado de não estar “nos padrões éticos” da empresa. 

Segundo o Boston.com, em maio, o estudante de ciências da computação e matemática de Harvard, Aran Khanna, criou o Marauder’s Map, um aplicativo que utilizava dados do Messenger para mapear onde os usuários estavam quando enviaram as mensagens. O aplicativo também era capaz que mostrar a localização, cuja precisão era de menos de um metro.

Essas informações, tal como a localização, foram enviadas em um grupo de três pessoas que Khanna mal conhecia – ou seja: os estranhos sabiam de onde as mensagens haviam sido enviadas e vice-versa. Com isso, um grande erro de privacidade do Facebook foi revelado: o aplicativo do Messenger automaticamente compartilha a localização do usuário com todas as pessoas com quem ele conversou.

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O estagiário divulgou o aplicativo em algumas redes sociais. Três dias depois, o Facebook pediu-lhe para desativar o aplicativo e também desativou o compartilhamento de localização nos desktops, o que significa que, nem se o aplicativo ainda funcionasse, ele poderia ser utilizado. Antes da desativação, o aplicativo teve mais de 85 mil downloads.

Pouco tempo depois, o Facebook lançou uma atualização do Messenger que “daria total controle ao usuário de como e quando compartilhar a informação de localização”. Quando ao estagiário, ele foi demitido pouco tempo depois por “não alcançar os altos padrões éticos” que se esperam dos funcionários na empresa. O problema, lhe foi dito, foi a maneira como ele descreveu a coleta e compartilhamento de dados dos usuários – e não um ato de “vingança” por ter encontrado o problema.