Está batendo de frente com seu chefe? Avalie se não é você quem deve ceder

Funcionários erram ao se descontrolar em um impasse; conversa franca pode resolver o problema

SÃO PAULO – O clima já é tenso, a situação beira o conflito e quando você acha que nada poderia piorar ainda mais a relação que você mantém com seu chefe, um novo fato surge: ele simplesmente resolve ignorar aquela brilhante ideia que você há pouco havia sugerido para melhorar a empresa. Pois é, pode parecer difícil, mas controlar a raiva e os impulsos nessa ocasião pode salvar o seu emprego.

“Bater de frente nunca é a melhor opção, pois tal atitude pode não só prejudicar o clima no trabalho, mas também comprometer o emprego de um colaborador subordinado a um líder controlador e autoritário”, explica a consultora associada da Muttare, Roberta Yono Ebina.

Segundo ela, a melhor maneira de sair dessa saia justa é esperar o clima se acalmar, não tentar convencer o gestor que ele está errado e, posteriormente, apontar os impactos bons e ruins das ideias do líder nos resultados da empresa. “Agindo dessa forma, certamente o entendimento virá”, acredita a consultora.

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Seja inteligente
Mas será que existe uma maneira correta para se fazer essas perguntas sem causar mais conflitos? De acordo com o headhunter da Michael Page, Marcelo Cuellar, sim, e tal questionamento precisa ser feito de maneira inteligente.

“O colaborador deve abordar seu superior pessoalmente com perguntas e não com acusações. Se ele disser que acha a ação do chefe absurda, o líder certamente irá agredí-lo de volta”, diz o headhunter.

Como sugestão, aponte os possíveis problemas que a ação sugerida pela chefia pode trazer no futuro. “Diga: olha, você não acha que tomando tal atitude poderemos ter um risco ali na frente?”, recomenda Cuelar.

A importância
Adotar essa postura pode ser tão importante que, no futuro, nada impede que profissional se torne um dos contratados de confiança do gestor. “Ao vislumbrar o erro e avisar o chefe, ele faz o seu papel. Se no futuro algo errado acontecer, o líder lembrará que alguém de sua equipe tentou informá-lo do problema”, diz Cuellar.

Segundo ele, hoje o que os gestores mais desejam é um colaborador que possa ser seu braço direito.

Conversar é a melhor solução
E se nada disso resolver e você perceber que seu ‘santo’ realmente não bate com o do seu gestor, uma conversa franca pode ajudá-lo.

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“O ideal é que o profissional não abra suas críticas para os colegas ou as coloque nas redes sociais. Ele deve convidar o gestor para um bate-papo e revelar suas insatisfações. Assim, é possível conciliar as desavenças”, diz Cuellar.

E quem também compartilha desta opinião é Roberta. “Uma conversa franca pode resolver a questão. Eles podem até não ir com a cara um do outro, mas precisam se respeitar profissionalmente, pois no trabalho a competência é que vale”, diz a consultora que afirma as pessoas passam a se respeitar mais depois de tal ação.