Especialista do Nube diz como medir o nível de competitividade

Coordenadora de Treinamentos diz que é possível mensurar competitividade por meio de "pilares"

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SÃO PAULO – A idéia disseminada hoje nas empresas não é de competição entre os membros da equipe. Líderes contemporâneos não instigam a disputa interna, pois eles preferem que o profissional esteja sempre competindo consigo mesmo.

Isso significa superar seu desempenho a cada dia. É nesse sentido que o nível de competitividade faz toda a diferença. Graças a ele, há pessoas que hoje estão no topo das organizações, fazendo sucesso, sem serem afetadas pelas oscilações do mercado. Outras, sofrem com os altos e baixos da economia.

Pense da seguinte maneira: quando uma empresa passa por crise financeira, muitos colaboradores são desligados. Mas sempre há aqueles que ficam. O que diferencia o primeiro grupo do segundo? É justamente o grau de competitividade de cada indivíduo.

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Mas, afinal, como saber se temos um bom nível de competitividade? A coordenadora de Treinamentos do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), Carmen Alonso, explica que é possível mensurar por meio da análise de alguns “pilares”, que foram definidos ao final da década de 90 pelo headhunter José Augusto Minarelli, autor do livro “Empregabilidade”.

Veja, a seguir, cada um dos pilares:

  • Profissão adequada à vocação. “Faça o que gosta e sempre terá criatividade, bem como encontrará um meio de viabilizar o uso de suas competências, ou seja, dará um jeito de encontrar emprego. Fazer o que gosta já é um diferencial no mercado, pois aquele que age segundo suas aptidões tem mais chance de sucesso do que outros que não têm vocação para o que fazem”, garante Carmen.
  • Competências. Esse item se refere ao preparo técnico, como a capacidade de liderar pessoas, a habilidade política, o conhecimento dos recursos tecnológicos, a comunicação oral e escrita ou o conhecimento de idiomas. A coordenadora avisa que investir em si é importante e denota que o profissional não é acomodado. Além disso, ela lembra que existe um modelo de competências denominado CHA, que é a abreviatura de conhecimento, habilidade e atitude. “Muitas vezes, a atitude é determinante. A força de vontade é o que viabiliza os outros dois itens: habilidade e conhecimento. Sempre digo que as pessoas são contratadas pelo seu conhecimento, mas são demitidas pela sua atitude”, revela.
  • Ética, conduta e respeito ao próximo. No que se refere à idoneidade, ela adverte que é importante o profissional “dar o recado” e deixar transparecer que é ético. Isso pode ser mais difícil quando se trata de uma pessoa que não se comunica.
  • Saúde física e mental. “Sempre conto esta história: havia dois lenhadores, um jovem e outro maduro. O jovem, que era novo na atividade, cortava árvores sem parar, mas o maduro sempre parava um pouco para descansar e comer. Resultado: o lenhador maduro teve um resultado infinitamente superior. A moral da história é que o corpo e a mente têm um limite. Se você der 150% de si todos os dias, a tendência é que, em algum momento, sua produtividade caia para 80%. A pessoa cansada é inquieta e tem dificuldade de raciocínio, o que interfere no relacionamento diário com as pessoas”, conta Carmen.
  • Qualidade nos relacionamentos. O profissional deve priorizar aquilo que é bacana para ele, os relacionamentos que o fazem feliz. Para alguns, a família é mais importante, para outros, os amigos.
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  • Reserva financeira e fontes alternativas de renda. A reserva financeira é importante porque nunca se sabe o dia de amanhã. Por exemplo, como fica uma pessoa desempregada? Geralmente, vulnerável e desprotegida. Nas entrevistas de emprego, a tendência é que ela se posicione como pedinte, o que a impede de mostrar seu potencial com naturalidade, diminuindo suas chances de ser escolhida. Para a especialista do Nube, a fonte alternativa de renda ajuda a guardar dinheiro. São pequenas fontes obtidas em aplicações, trabalhos curtos, apoio ao negócio da família, entre outros.

Análise

Com base nesses pilares, o profissional pode identificar suas forças e fraquezas. Por meio delas, ele consegue mapear as ameaças e as oportunidades no mercado de trabalho. Mas é importante ser honesto e não mentir para si.

“Se pergunte todos os dias se seu trabalho está cobrindo o investimento da empresa em você. Seja franco quanto aos seus pontos fracos e trabalhe eles. Além disso, tenha sempre um sonho, uma meta para perseguir, pois pode ajudar a obter melhores resultados. O que te move? Pode ser fazer aquela viagem dos sonhos, trabalhar fora, ter um artigo publicado em um veículo, entre outros. Para quem não sabe aonde quer chegar, a construção dos pilares é muito mais penosa”, completa a especialista.