Engenharia automotiva é a “bola da vez”, diz Comitê de Veículos de Passeio

País sofre um apagão de especialistas em engenharia automotiva, que, entretanto, é a profissão do momento

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SÃO PAULO – Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos), o País fechará o próximo ano com recordes de vendas internas (+28%) e produção de veículos (+8%). Números da indústria automotiva como esses atraem mais investimentos estrangeiros, principalmente das empresas matrizes dos Estados Unidos, Europa e Ásia. Isso tudo serve apenas para ilustrar a opinião do diretor do Comitê de Veículos de Passeio do Congresso SAE BRASIL 2007, Evandro Maciel, de que a engenharia automotiva é a “bola da vez”.

“Após pouco mais de 50 anos de indústria no Brasil, podemos dizer que a engenharia automotiva está consolidada no País. Entretanto, isso não é motivo para acharmos que nada mais precisa ser feito. Muito pelo contrário, os desafios crescem conforme o aumento da demanda por novos veículos, em quantidade e qualidade”, avalia.

Profissão do presente

Maciel lembra que, para superar esses desafios, é preciso investir na formação de mão-de-obra especializada em engenharia automotiva, pois já são sentidos os reflexos dos tempos de vacas magras, período em que as vendas ficaram muito abaixo da capacidade instalada e os engenheiros automotivos migraram para outras áreas, então tidas como mais prósperas. O resultado é a falta de especialistas no assunto atualmente.

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“Engenharia com especialização automobilística é a profissão do presente. E pode ser a do futuro também. Acredito que, em um futuro próximo, o Brasil se firmará como um dos grandes centros de aplicação tecnológica no desenvolvimento e transformação de novos produtos automotivos, ao passo que EUA, Europa e Japão se tornarão, naturalmente, centros de desenvolvimento científico”.

História

Basicamente, engenheiros automotivos são responsáveis pela fabricação de peças e componentes de veículos que, após 1950, deixaram de ser importados. O fato acarretou na criação de cursos voltados para a engenharia automotiva e na necessidade de criar mecanismos de validação dos veículos tropicalizados. Deu-se, então, a consolidação da profissão.

“O futuro é promissor. Vendas em alta, novos investimentos, maior oferta de produtos, mais tecnologia nos veículos, e assim por diante. Infelizmente, sofremos um apagão de especialistas que pode mudar o ritmo evolucionário da indústria automotiva no Brasil, favorecendo nossos concorrentes internacionais diretos, China e Índia”, completa Maciel.