Empresas sofrem com falta de gerentes para média liderança

Para sócio-diretor do Grupo Bridge, mercado mudou muito, mas as universidades não acompanharam a mudança

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SÃO PAULO – O Grupo Bridge, empresa de consultoria especializada em desenvolvimento de lideranças, realizou mais de 1.500 avaliações de potencial com funcionários de grandes empresas, entre 2005 e 2007, e concluiu que apenas 11,54% deles tinham condições de exercer a liderança plenamente. Isso mostra que há poucos profissionais capazes de ocupar a média gerência.

A falta de profissionais qualificados é uma realidade enfrentada em todas as regiões do País e não é mais uma novidade para os empresários. No entanto, o percentual de 11,54% mostra que, mesmo entre os mais capacitados, há defasagem.

O motivo, segundo o sócio-diretor do Grupo Bridge, Celso Braga, é que o mercado mudou muito, e as universidades não acompanharam a mudança.

Perfil da média liderança

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“Hoje, o profissional de média gerência tem necessidade de liderar pessoas de forma diferente da maneira como se fazia antigamente. Ele precisa delegar mais responsabilidades, ser um formador, um educador. É o que o mercado está exigindo dele”, explica Braga. “Ao delegar as tarefas, o líder tem mais tempo para pensar em soluções inovadoras”.

O problema, segundo ele, é que as universidades formam, atualmente, excelentes técnicos. E só. Ao mesmo tempo, as pessoas que estão sendo lideradas se mostram cada vez mais críticas e exigentes. Isso fica claro nas avaliações que as grandes empresas fazem de seus líderes junto aos colaboradores.

“Até mesmo os cursos de pós-graduação falham ao ensinar como liderar, por ficarem muito na teoria, quando os gerentes demandam conhecimentos práticos”.

Ele lembra que, devido à escassez de bons gerentes de média liderança no mercado, há uma disputa muito acirrada pelos profissionais que se destacam. “Quando o gerente começa a ter um pouco mais de habilidade, os headhunters correm atrás dele”.

Pesquisa

Participaram da pesquisa organizações dos ramos de telecomunicação (17%), indústria (33%), embalagem (33%) e varejo (17%). Metade delas tinha mais de 2.500 funcionários e a outra metade possuía de 200 a 2.500 colaboradores.