Empresas juniores: boas alternativas para estudantes e pequenos empreendedores

Se, por um lado, o universitário tem acesso à prática, o empreendedor recebe apoio especializado a um custo menor

SÃO PAULO – O estudante, durante seu curso universitário, precisa de instrumentos que o coloquem em contato, na prática, com sua profissão. Afinal, os anúncios de emprego, em sua grande maioria, estabelecem como pré-requisito a experiência anterior. Mas como, se o aluno está apenas começando?

Por outro lado, diante da competitividade do mercado e das dificuldades que precisa constantemente superar, o pequeno empreendedor no Brasil precisa driblar os obstáculos e se sobressair frente à concorrência, conquistando clientes. E precisa de ajuda profissional para isso!

Avaliando estas duas necessidades, as empresas juniores têm sido a resposta para encarar os desafios.

Impulso à carreira

Surgidas na década de 60, na França, as empresas juniores têm como objetivo dar um impulso na carreira de universitários no mercado de trabalho.

Através delas muitos graduandos têm a oportunidade de aplicar na prática aquilo que aprendem na sala de aula. Apesar das faculdades de veterinária, química, e até mesmo biologia, terem suas empresas, as mais representativas acabam sendo aquelas ligadas às escolas de administração, economia, contabilidade e advocacia.

Custos menores

No Brasil, a primeira empresa Junior foi criada em 1988, na Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas, através da Câmara de Comércio Internacional do País. Hoje elas são bastante procuradas por outras companhias, principalmente em função do baixo preço que cobram pelos projetos.

São oferecidos ao mercado serviços de consultoria, pesquisas de mercado e projetos para ONGs e empresas privadas. Os custos são bem mais baixos e a qualidade dos projetos, em alguns casos, pode ser comparada a de uma empresa que está no mercado há muitos anos.

Apoio ao pequeno empresário

Por reunir pesquisa, conhecimento, profissionalismo e custos menores, as empresas juniores podem significar um “porto seguro” às MPE’s (micro e pequenas empresas). Afinal, o empreendedor precisa não somente sobreviver, como se destacar no mercado em que sua empresa atua.

Para tal, são praticamente obrigatórias iniciativas de marketing, para divulgação de seus produtos ou serviços e fidelização dos seus clientes, planejamento financeiro, implantação de novos projetos etc.

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Pensando nas necessidades deste pequeno empresário, a contratação de um consultor para o desenvolvimento destas tarefas poderia lhe custar muito caro; daí a vantagem das empresas juniores, que prestam serviços também, em alguns casos, às grandes corporações.

Em São Paulo, algumas delas são destaque de faculdades conhecidas. É o caso da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), FGV (Fundação Getúlio Vargas), PUC (Pontifícia Universidade Católica), Mackenzie e Ibmec. Na lista de clientes, estão desde MPE’s praticamente anônimas, como marcas conhecidas como Motorola, Alcoa, Unilever e Kopenhagen.

Por onde começar?

Você pode se informar, em sua cidade, sobre as faculdades que possuem empresas juniores e quais os serviços prestados. Vale, no entanto, o alerta: procure instituições de ensino conceituadas, que possuam tradição e experiência suficientes para que você possa mesmo confiar o destino de sua empresa em boas mãos.

Lembre-se que se trata do seu empreendimento. Portanto, não tenha pressa em começar: opte pela pesquisa e segurança da sua decisão.