Empresas do Brasil restringiram menos aumento de salários do que nos EUA

Segundo diretor da Watson Wyatt, houve empresas que barraram aumentos para executivos no Brasil, mas em número menor

SÃO PAULO – Um estudo realizado pela Watson Wyatt com empresas norte-americanas mostrou que a maioria delas não planeja retomar os pagamentos de executivos congelados ou cortados durante a crise econômica mundial pelos próximos seis meses, situação diferente daquela que aconteceu aqui no Brasil.

“Por aqui, um grupo menor de empresas restringiu a concessão de aumentos salariais em relação às empresas dos Estados Unidos. Houve sim empresas que não concederam aumentos para seus executivos ou que concederam aumentos menores do que o fariam, caso a crise não houvesse afetado seu negócio local ou global, mas em um número muito menor de empresas e com redução inferior ao mercado norte-americano”, disse o diretor de Relação com Cliente e Marketing para a América Latina da Watson Wyatt, Marco Antonio Santana.

De acordo com Santana, as expectativas no Brasil para os próximos meses são positivas, apesar de muitas ações dependerem de aprovação externa, no caso das multinacionais, o que pode retardar a reação das empresas frente à crise.

Mais dados dos Estados Unidos

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O estudo feito nos Estados Unidos mostrou que 63% das empresas não estão planejando retomar as mudanças feitas nos salários dos executivos nos próximos seis meses. Além disso, poucas companhias planejam mudanças de curto prazo. Outros 92% dos empregadores não planejam redução de bônus.

“As empresas reconheceram que mudanças nos programas de pagamento de executivos serão necessárias, no entanto, esta mudança será em um processo de longo prazo”, disse o co-líder de consultoria em remuneração de executivos na Watson Wyatt nos Estados Unidos, Andrew Goldstein.

A pesquisa foi realizada em setembro e inclui respostas de profissionais de Recursos Humanos e executivos de remuneração de 187 empresas.