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Empresas devem oferecer horário de trabalho flexível e benefícios para atrair jovens

Cerca de 66% dos entrevistados responderam que o fator que mais os atrai para uma nova oportunidade é um plano de carreira bem estruturado

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Candidatos para vaga de emprego com currículos nas mãos
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Uma simples curtida de um jovem na página de sua empresa no Facebook pode ser um fator capaz de atrair novos talentos para sua empresa, segundo levantamento da Page Personnel. O levantamento também aponta que, no momento ao avaliar uma proposta de trabalho, um em cada três leva em consideração candidatos a reputação positiva e horário de trabalho flexível da empresa.

“A geração Y tem valores diferentes. Para eles, não basta apenas ter um bom salário. Isso é importante também, mas não é tudo. Os jovens estão de olho nas empresas que procuram tornar o ambiente de trabalho mais agradável. Para eles, muitas vezes a vida corporativa e de trabalho formal parece pouco atrativa”, explicou Ricardo Haag, diretor da Page Peroneu. Ele também acrescentou que restrições de comportamento e horário, por exemplo, são ultrapassados para a nova geração.

Cerca de 66% dos entrevistados responderam que o fator que mais os atrai para uma nova oportunidade é um plano de carreira bem estruturado, seguido por pacote de benefícios e horário de trabalho flexível.

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“Propor um plano de carreira bem estruturado é disponibilizar a ajuda por parte da empresa e abrir precedentes para esperar o máximo de rendimento do colaborador. Chances reais de promoção, a depender de uma boa performance, dão espaço para metas desafiadoras, arrojadas e podem ajudar muito o desenvolvimento da empresa”, disse Haag.

Mesmo sendo esses seus anseios, 78% dos jovens responderam que as empresas onde trabalham não possuem um plano de carreira já estabelecido. “Este número é reflexo direto das decepções destes profissionais sobre seu futuro dentro da organização e, principalmente, daquilo que lhes é comunicado quanto oportunidades de progressão e desenvolvimento”, continuou o diretor. “Ou seja, é correto afirmar então que 8 em cada 10 profissionais que ocupam cargos de suporte à gestão, hoje, não enxergam um possível plano de carreira a partir dos cargos que ocupam”.

Por fim, mais da metade dos que afirmam ter um plano de carreira onde trabalham trabalha em empresas multinacionais.