Empresas de cultura pagam cinco salários mínimos, mais do que a média geral

No entanto, empresas do setor registraram queda na média salarial de seus funcionários, entre 2003 e 2005, segundo IBGE

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SÃO PAULO – No geral, as empresas ligadas a atividades culturais registraram queda na média salarial de seus funcionários, que passou de 5,4 salários mínimos em 2003 para 5 salários em 2005. Mesmo assim, o valor é superior à média geral de todos os setores econômicos, que era de três salários em 2005. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre as atividades industriais culturais, o valor de 5,3 salários foi reduzido a 5,1, na mesma base de comparação. No grupo, os segmentos que apresentaram queda mais alta foram: fabricação de computadores (de 9,5 salários para 7), fabricação de aparelhos telefônicos, sistemas de intercomunicação e semelhantes (de 10,4 salários para 9) e fabricação de aparelhos receptores de rádio e televisão e de reprodução, gravação ou amplificação de som e vídeo (de 6,1 salários para 5,2).

Empresas comerciais e de serviços do setor

As empresas comerciais do setor obtiveram uma média de 2,5 salários em 2003 e 2,8 salários em 2005. A alta tem como base a combinação da queda de pessoal ocupado e aumento no montante pago em salários entre os três anos.

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Já as empresas de serviços culturais registraram aumento de 6,2 salários mínimos para 5,5 salários. Apenas para comparação, a média das empresas de serviços de todos os setores foi de 2,9 salários em 2005. O motivo pode ser o emprego de mão-de-obra mais qualificada nas prestadoras de serviços de cultura.

As agências de notícias, entretanto, registraram a queda mais alta, passando de 15,2 salários em 2003 para 12,7 salários em 2005. Em seguida, aparece o setor de telecomunicações, cujos salários diminuíram de 14,2 para 11,3.

Realidade

Se, por um lado, o setor cultural paga os salários mais altos, por outro, é o que mais emprega trabalhadores por conta própria, que são um terço do total.

Para se ter uma idéia, os empregados com carteira assinada representavam cerca de um terço das pessoas que trabalhavam no setor, enquanto aqueles sem carteira assinada somavam mais de um quinto do total. Isso significa que, de cada cinco postos de trabalho no setor cultural, cerca de três eram ocupados por pessoas sem carteira ou trabalhadores por conta própria.