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SÃO PAULO – Nos últimos três anos, os reajustes salariais
coletivos concedendo ganhos reais aos empregados foram entre 1 e 2% acima dos índices de inflação do período. No entanto, com o agravamento da crise, a maioria das empresas (62%) preveem apenas reajustes de plena reposição da inflação.
Já para 35% das empresas entrevistadas, a expectativa de reajuste salarial será maior que os índices de inflação e apenas 3% acreditam que o reajuste será menor que os índices inflacionários.
O setor Químico é o que mais acredita em um possível reajuste salarial pleno para a reposição da inflação (74%), seguido pelas áreas petrolíferas e de energia, com 70% e 58% respectivamente, nesta ordem.
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Os dados fazem parte da pesquisa “Strategic Compensation Survery 2008, realizada pela consultoria Watson Wyatt, em novembro de 2008, com a participação de 207 empresas de diversos setores. O objetivo da pesquisa foi analisar os reajustes salariais coletivos e individuais realizados entre os meses de junho e novembro, bem como as previsões para 2009, diante da crise financeira mundial.
Mercado de trabalho
O estudo também revelou que os profissionais de Recursos Humanos brasileiros possuem uma visão equilibrada em relação à manutenção dos postos de trabalho, bem como para as novas contratações previstas para este ano.
Entre os gestores de RH do País, 48% acreditam que o planejamento para novas vagas em suas respectivas empresas será mantido. Já para 40%, as novas oportunidades serão congeladas. Para 10%, não há previsões de contratações e, para 2%, serão eliminadas novas chances de empregos.
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O setor automotivo é o que possui maior expectativa de redução do quadro de funcionários (36%), enquanto a área de petróleo e gás é a que apresenta mais oportunidades (68%).
Conclusões
De forma geral, os analistas da consultoria perceberam que as empresas estão em compasso de espera e aguardam os desdobramentos dos primeiros meses de 2009 para ajustar os seus planejamentos.
A tendência é que, neste ano, o mercado será mais conservador e os reajustes salariais, tanto coletivos quanto os individuais, serão menores que os verificados nos últimos anos.