Empresas adotam o trabalho em casa para reduzir custos e garantir produtividade

Empresário deve ter cautela ao selecionar o profissional que irá trabalhar em casa para que a produtividade não caia

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SÃO PAULO – Para quem acreditava que trabalhar em casa era privilégio para poucos, parece que as empresas estão mais liberais e apostando na maior motivação de seus funcionários e conseqüente redução de custo, mandando-os, literalmente, para fora da empresa.
É claro que o chamado work from home é bastante atrativo num primeiro momento, afinal quem não gostaria de trabalhar mais à vontade dentro de sua própria casa? Mas é preciso atenção para não acabar prejudicando a produtividade da empresa. Inicialmente o sistema vem sendo mais utilizado por empresas que desenvolvem produtos e serviços.
Sob a alegação de que para o sucesso deste tipo de trabalho é preciso de concentração e ambiente tranqüilo, as companhias apostam na implantação do trabalho em casa. No entanto, apenas determinadas áreas podem desfrutar do beneficio, o que deve ser bem estudado antes pela empresa.
Investimento inicial

Para tomar a decisão é preciso levar em consideração o investimento inicial do sistema work from home. Isto porque é preciso criar um ambiente dentro da residência do funcionário propício ao desenvolvimento da atividade e, em conjunto, trabalhar com a supervisão de um assistente social, de forma que estas medidas não serão baratas.
O papel do assistente social está relacionado às condições de trabalho do funcionário, como verificar se há espaço físico suficiente para o exercício da atividade. Conversar com a família também é fundamental. O assistente social irá expor a nova rotina da casa e orientar os familiares quanto ao respeito a determinadas regras para não atrapalhar o trabalho do profissional. Vale lembrar que o profissional será periodicamente monitorado pelo assiste.
O investimento material também existe, uma vez que a empresa deve fornecer ao profissional computador, telefone, ajuda de custo para despesas com material de escritório, conta de telefone e luz, além de móveis, como mesa e cadeiras apropriadas.
Sem força de vontade, empresa pode perder em produtividade

O problema é que nem toda pessoa pode ser considerada auto-gerenciável, isto é, há profissionais que só conseguem produzir entre outras pessoas. Isto porque a forma com que será cobrado será bem diferente, visto que como não cumprirá mais a jornada de trabalho, serão definidos prazos e metas pelo seu chefe. Neste sentido, o treinamento para o novo sistema é fundamental.

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Se o profissional não for disciplinado, não tiver uma boa concentração fora do escritório e capacidade de relacionamento interpessoal, então será logo descartado pela empresa para o trabalho em casa. Apostar no treinamento de profissionais não-treináveis é desvantajoso para a empresa, que perde no âmbito financeiro e produtivo.

Contrato de trabalho

No que se refere ao contrato de trabalho não há muitas mudanças, basta apenas que a empresa acrescente ao contrato a informação de que o funcionário não possui mais um horário de serviço fixado, e que agora ele deverá obedecer a metas estabelecidas pela empresa. Por fim, os benefícios continuam todos sendo assegurados ao trabalhador.