Emprego: poder conciliar vida profissional e pessoal é fator decisivo na escolha

Pesquisa mostra que maioria dos profissionais do mundo quer oportunidades onde possam conciliar todas as esferas da vida

SÃO PAULO – Realização pessoal e possibilidade de equilibrar vida pessoal e profissional são os aspectos das oportunidades de emprego que mais chamam a atenção dos profissionais.

De acordo com um levantamento realizado pela Kelly Global Consultoria, com aproximadamente 170 mil profissionais em 30 países, quando estão entre duas oportunidades de emprego, a satisfação pessoal e o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional podem ser determinantes para se chegar a uma decisão.

Entre os profissionais de todos os países no mundo, 39% citaram esses elementos como fatores determinantes. Entre os trabalhadores de países das Américas, 38% disseram o mesmo. Outro aspecto relevante é a perspectiva de crescimento profissional e pessoal.

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De uma forma geral, esse item foi citado por 36% dos profissionais abordados pelo levantamento. Nas Américas, o percentual foi de 39%. Dessa forma, tais fatores se mostram mais importantes do que a remuneração e os benefícios. Apenas 18% dos profissionais das Américas citaram esses dois últimos fatores como decisivos no momento de escolha. De todos os países pesquisados, 19% afirmaram o mesmo.

“Decidem por eles mesmos”
A pesquisa também quis entender quais as pessoas que influenciam de forma determinante a escolha do emprego. E a conclusão foi que, para a maioria das pessoas, a decisão não é influenciada por ninguém. Dos profissionais das Américas, 77% afirmaram que decidem por eles mesmos. Outros 13% afirmaram que a influência determinante vem das esposas ou dos maridos.

Se por um lado a influência dos cônjuges, dos amigos e parentes não seja tão relevante, por outro, boa parte dos profissionais conta com as redes sociais para tomar suas decisões. Entre os entrevistados de todos os 30 países, 41% afirmaram que acionam o networking pelas redes sociais quando estão em processo de tomada de decisão. Nas Américas, 33% afirmaram o mesmo.