Emprego: pesquisa mostra que 81% das pessoas da AL e Caribe estão satisfeitas

Percentual é alto, tendo em vista a baixa qualidade do emprego da região; população pode ter visão distorcida da realidade

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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pelo Instituto Gallup revelou que 81% da população da América Latina e Caribe está satisfeita com seu emprego, mais do que os trabalhadores de países com alta renda per capita como Japão e Coréia do Sul, onde 78% deram a mesma resposta.

A percepção positiva se dá em meio a um cenário dramático no mercado de trabalho dos países da América Latina e Caribe: um quarto da população da região não ganha o suficiente para sair da pobreza e aumenta a proporção de pessoas que trabalham por conta própria e sem remuneração.

Satisfação com trabalho

A pesquisa, que foi encomendada pelo BID (Banco Internacional de Desenvolvimento), mostrou que as pessoas que residem em países com maior sucesso econômico mostram-se, com freqüência, menos satisfeitas com as condições de trabalho proporcionadas pelo governo. A população da maioria dos países com pior desempenho econômico apresenta-se mais satisfeita.

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“Como se explica a disparidade entre a má qualidade do emprego da região e o grau aparentemente alto de satisfação com o trabalho? Os dados mostram que a satisfação poderia estar equivocada e os trabalhadores poderiam ter uma idéia distorcida da realidade, devido talvez a sua pouca exposição a boas condições de trabalho ou a suas expectativas”, diz o estudo.

O importante é…

Quando o assunto é emprego, as pessoas da AL e Caribe valorizam o fato de terem independência. Além disso, elas dão importância para o fato de suas opiniões serem ouvidas. Previdência social e outros benefícios trabalhistas desempenham um papel menor nos níveis de satisfação com o emprego.

A satisfação foi calculada usando dados da Pesquisa Mundial 2007 do Gallup. Os participantes classificaram sua satisfação com a vida de zero a 10. Foram ouvidas mais de 40 mil pessoas em 24 países da região, entre novembro de 2005 e dezembro de 2007. A margem de erro varia de 3,1% a 5,1%, dependendo do país analisado.