Emprego na indústria cresce em setembro, após três meses em queda

Dados mostram recuperação nas condições do mercado de trabalho; jornada de trabalho e nº de horas pagas melhoram

SÃO PAULO – O IBGE divulgou nesta terça-feira os resultados da Pesquisa Mensal de Emprego na Indústria referente ao mês de setembro de 2002. O levantamento revela, que depois de três meses consecutivos em queda, o indicador de emprego na indústria cresceu 1,3% em relação ao mês anterior.

Contudo, na comparação com o mês de setembro de 2001, a variação continua negativa em 0,3%. Dessa forma, no resultado do trimestre, o índice aponta oscilação negativa em 0,8%, enquanto no acumulado do ano, o índice registra queda de 1,3%.

Vale ressaltar que na comparação mês a mês, a base comparativa é fraca, visto que em setembro do ano passado, a economia enfrentava um período bastante turbulento. Além do problema da crise energética no Brasil, os ataques terroristas nos EUA e o desaquecimento da economia mundial afetaram o desempenho da indústria.

SC, Norte e Centro-Oeste contrataram mais

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Na comparação mês a mês, o índice de emprego na indústria apresentou redução de 0,3%, com destaque para os estados de São Paulo (-3,3%) e do Rio de Janeiro (-3,6%). Por outro lado, os estados de Santa Catarina (4,2%) e as regiões do Norte e Centro-Oeste (4,5%) apresentaram o maior aumento no número de empregados no período em questão.

Sob o critério de atividade, os segmentos ligados a máquinas e aparelhos elétricos e de comunicações (-11,4%), de produtos da indústria de transformação (-8,1%), de produtos de metal (-5,0%) e fabricação de meios de transporte (-4,9%) foram os destaques de redução de mão de obra. Em contrapartida, os segmentos de alimentos e bebidas (6,9%) e de refino de petróleo e produção de álcool (46,7%) registraram o maior número de novas contratações.

Folha de pagamentos caiu

No mês de setembro, o total de folha de pagamento do setor industrial apresentou queda de 0,3% em relação a agosto e declínio de 1,7% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Dessa forma, no acumulado do ano, o índice registra queda de 2,3%. A folha média de pagamentos apresentou redução de 1,5% em setembro em relação ao mês anterior. Na comparação com setembro de 2001, o índice apresentou queda de 1,3%. Com isso, a queda no acumulado do ano chega a 1,0%.

Por outro lado, o número total de horas pagas na indústria apresentou melhora e registrou alta de 0,2% em setembro em relação a agosto. No entanto, na comparação com os demais indicadores, o índice permanece negativo, com queda de 0,1% frente a setembro de 2001 e recuo de 1,8% no acumulado do ano.
Já a jornada de trabalho média apresentou crescimento frente ao mesmo mês do ano passado, com alta de 0,2%. Frente aos demais indicadores, o índice se manteve em baixa, com queda de 1,0% em relação a agosto e declínio de 0,5% no acumulado de janeiro a setembro.