Emprego industrial registra menor expansão desde março de 2010

A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2009

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SÃO PAULO – A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a décima segunda taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação.

No entanto, o aumento foi o menos intenso desde março de 2010 (2,4%). Os dados divulgados nesta sexta-feira (11) mostram que, frente a dezembro passado, descontados os efeitos sazonais, foi verificada queda de 0,1% no número de empregados na indústria.

Considerando o resultado do acumulado nos últimos 12 meses, o indicador cresceu 3,7%, resultado mais elevado desde o início da série histórica.

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Análise regional
Em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento no número de empregos na indústria em todas as 14 localidades pesquisadas, com destaque para São Paulo, com alta de 2%, seguido por Minas Gerais (4,2%), região Norte e Centro-Oeste (4,4%) e região Nordeste (2,1%).

Em São Paulo, as altas vieram dos setores têxtil (10,6%), máquinas e equipamentos (5,7%) e meios de transportes (7,6%).

Já em Minas Gerais, o setor de meios de transporte (11,4%), produtos de metal (12,8%), borracha e plástico (17,7%) e indústrias extrativas (9,4%) foram os que mais contribuíram para o aumento na taxa de emprego da região.

Já na região Norte e Centro-Oeste, os maiores ganhos vieram de produtos de metal (36,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (23,4%) e minerais não metálicos (9,7%).

Por fim, na região Nordeste, as indústrias de minerais não metálicos (13,3%), calçados e artigos de couro (3,3%), borracha e plástico (12,5%) e vestuário (4,0%) foram os mais relevantes.

Setores
Considerando os setores, ainda na comparação com janeiro do ano passado, 12 dos 18 analisados apresentaram resultados positivos, com destaque para meios de transporte (8,2%), de produtos de metal (8,9%) e de máquinas e equipamentos (7,4%).

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Máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,6%) e de metalurgia básica (9,0%) também apresentaram resultados relevantes. Entre os setores que registraram variação negativa, papel e gráfica (-8,1%) e vestuário (-2,8%) foram os principais.