Emprego industrial mantém tendência negativa e não cresce em janeiro

Segundo dados do IBGE, emprego na indústria ficou estável em relação a dezembro, mas caiu frente a janeiro de 2005

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SÃO PAULO – O nível de emprego na indústria nacional em janeiro permaneceu estável na comparação com dezembro de 2005, considerando a série livre de influências sazonais. A constatação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que divulgou sua Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário nesta sexta-feira (17).

Na comparação com janeiro de 2005, a sondagem detecta variação negativa de 1,3%, evidenciando a tendência negativa registrada nos últimos meses. Vale lembrar que a queda em termos anuais registrada em janeiro é a quinta consecutiva.

Principais segmentos

Na comparação mensal, o emprego em doze entre os 18 segmentos industriais pesquisados apresentou recuo. Os destaques negativos ficaram com os setores de calçados e artigos de couro (-14,7%); madeira (-15,6%) e máquinas (-9,3%).

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Por outro lado, as contratações superaram as demissões em seis ramos, com destaque para alimentos e bebidas (8%) e meios de transporte (3,7%).

Emprego por região do País

Entre todos os locais pesquisados, o Rio Grande do Sul se destacou como a região em que a queda foi mais acentuada na comparação anual, entre janeiro de 2006 e o mesmo m~es do ano anterior.

O estado viu o nível de emprego industrial cair 9,4% no período. Outros destaques são a região Nordeste (-3,7%) e Paraná (-3,4%). Na outra ponta, o emprego industrial cresceu nas regiões Norte e Centro-Oeste (5%) e em Minas Gerais (2,1%).

Emprego industrial em 12 meses

Já o emprego no setor industrial no acumulado dos últimos doze meses anotou recuo. O indicador estava em 1,1% em dezembro último, mas passou para 0,7% no primeiro mês do ano.