Emprego industrial cresce 2,2% em 2007; taxa é a mais elevada desde 2001

Segundo o IBGE, na comparação dezembro 2007/dezembro 2006, foi registrado crescimento de 3,5% no emprego industrial

SÃO PAULO – O emprego na indústria brasileira registrou crescimento de 2,2% no ano passado, frente a 2006, revelando a taxa mais elevada da série histórica da “Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário”, que teve início em 2001.

De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na comparação entre dezembro de 2007 e do ano anterior, houve alta de 3,5% no emprego industrial.

Locais e setores

Em 2007, as 14 localidades pesquisadas aumentaram seu contingente de trabalhadores, com destaque para São Paulo (3,5%), Paraná (3,1%), região Nordeste (1,4%) e Minas Gerais (1,5%). Na outra ponta, o Rio Grande do Sul, que permaneceu com índices negativos ao longo do ano, terminou 2007 com taxa próxima de zero, mas positiva em 0,1%.

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Entre os 18 setores, houve 12 altas – sobretudo em alimentos e bebidas (4%), meios de transporte (7,7%), produtos de metal (7,3%) e máquinas e equipamentos (7%). Entre os ramos com queda, o destaque ficou com calçados e artigos de couro (-7,3%), madeira (-5,7%) e vestuário (-3,7%).

Comparação mensal

Na passagem entre o último mês de 2006 e do ano passado, enquanto São Paulo (5,6%), Paraná (5,5%), Região Norte e Centro-Oeste (3,6%) e Minas Gerais (2,8%) exerceram os impactos positivos mais significativos, Espírito Santo (-4,4%) e Ceará (-0,3%) assinalaram as duas únicas quedas regionais.

Por fim, o IBGE aponta alta no setor de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,8%), meios de transporte (12,3%), produtos de metal (11,5%) e máquinas e equipamentos (11,4%) e alimentos e bebidas (3,1%).

Em sentido contrário, as principais contribuições negativas vieram de calçados e artigos de couro (-8,9%), vestuário (-3%) e madeira (-5,6%).