Emprego industrial cai 1,1% em janeiro, a menor queda desde dezembro de 2008

Segundo IBGE, dez das 14 localidades diminuíram o número de trabalhadores, com destaque para Minas Gerais (-4,2%)

SÃO PAULO – A taxa de emprego na indústria brasileira caiu 1,1% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2009. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa queda é a menor desde dezembro de 2008.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (12) mostram que, na análise mensal – com ajuste sazonal – foi verificado aumento de 0,3% no número de empregados na indústria.

Considerando as médias trimestrais, a taxa de emprego registrou aumento de 0,3% entre os trimestres encerrados em dezembro e janeiro. Nos últimos 12 meses, a taxa ficou negativa em 5,1%.

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Análise regional e setorial
Em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve recuo no número de empregos na indústria em dez das 14 localidades pesquisadas, com destaque para Minas Gerais, cuja taxa recuou em 4,2%, e Norte e Centro-Oeste, que registraram índice negativo de 3%.

Em Minas, as quedas vieram dos setores de vestuário (-27,7%) e de metalurgia básica (-12,1%). Já nas regiões Norte e Centro-Oeste, os setores de madeira (-26,5%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-9,2%) foram as principais influências. 

Considerando as localidades onde houve aumento do contingente de trabalhadores, o destaque ficou com os estados do Ceará (6%), Pernambuco (3,4%), Bahia (2,9%) e a região Nordeste (2%).

No Ceará e Nordeste, a indústria de calçados e couro foi o principal destaque negativo e registrando aumento de 16,9% no primeiro estado e de 20,3%, no segundo. O setor de alimentos e bebidas também influenciaram o aumento do contingente de trabalhadores nessas regiões. No Ceará, esse setor registrou aumento de 3,3% e no Nordeste, de 7,1%.  

Alimentos e bebidas também foi destaque em Pernambuco, pois apresentou incremento de 8,4% no contingente de trabalhadores. Na Bahia, o destaque ficou por conta da indústria de calçados e couro (20,4%).

Considerando os setores, ainda na comparação com janeiro do ano passado, o IBGE constatou que 13 dos 18 setores apresentaram resultados negativos, com destaque para madeira (-13,8%), vestuário (-4,3%) e meios de transporte (-4,0%).

Entre os setores que registraram incremento, a indústria de papel e gráfica foi destaque, pois apresentou incremento de 8,8% no seu contingente de trabalhadores no primeiro mês do ano.