Emprego: indústria vive melhor momento dos últimos 13 anos, diz CNI

Nível de emprego subiu pelo 14º mês consecutivo em fevereiro, ao registrar elevação de 0,23% sobre janeiro

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SÃO PAULO – O nível de emprego na indústria de transformação cresceu pelo 14º mês consecutivo em fevereiro, ao registrar variação positiva de 0,23% já considerando os ajustes sazonais. Sobre fevereiro do ano passado, a alta chega a 6,84%; e no primeiro bimestre do ano, a variação acumulada é de 6,99%.

Os dados fazem parte dos Indicadores Industriais divulgados nesta terça-feira (05) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

De acordo com a entidade, pelo menos nos últimos 13 anos não se tem notícia de outro momento tão vigoroso para o emprego industrial, que cresce sem mostrar sinais de arrefecimento.

Salários estáveis

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Já em relação aos salários pagos pelo setor, o boletim da CNI aponta estabilidade, diante da leve variação de 0,09% em relação a janeiro. A massa de salários vinha crescendo de forma intensa desde abril de 2003, no entanto, a partir de dezembro último começou a perder força.

O fato, segundo a CNI, pode ser atribuído a uma acomodação natural dos salários e à base elevada de comparação, além da possibilidade de o arrefecimento da atividade industrial estar chegando ao mercado de trabalho.

No entanto, cabe destacar que nos últimos 12 meses os salários industriais cresceram 8,07%. No acumulado do primeiro bimestre do ano, a alta é de 8,74%, expansão apontada pela CNI como a maior para um início de ano desde 1995.

Horas trabalhadas

Finalmente, no que se refere ao número de horas trabalhadas na produção, a alta de 0,82% sobre janeiro compensou parte da queda significativa notada naquele mês em relação a dezembro (-2,09%).

Outro recorde: no confronto entre os dois primeiros bimestres de 2004 e 2005, a expansão de 7,52% do total de horas trabalhadas foi apontada como o maior crescimento para um início de ano.

Vale ressaltar que os Indicadores Industriais são apurados mensalmente pela CNI, que analisa cerca de 3 mil empresas de médio e grande porte instaladas em 12 estados do Brasil. Todas as comparações efetuadas pela sondagem desconsideram fatores sazonais.

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