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Em sete anos, salário médio do trabalhador ficou 18,25% acima da inflação

Segundo levantamento do MTE, no período, salário médio das mulheres subiu 19,11% e, para os homens, houve aumento de 18,38%

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SÃO PAULO – O rendimento médio dos trabalhadores ficou 18,25% maior que a inflação entre 2003 e 2009, segundo o Ministério do Trabalho. Neste período, o salário médio das mulheres subiu 19,11% e, para os homens, houve aumento de 18,38%.

No ano passado, a remuneração média dos trabalhadores teve aumento real de 2,51% no ano passado, descontada a inflação. Em 2008, a remuneração média dos trabalhadores ficou em R$ 1.556,15 e passou para R$ 1.595,22 em 2009.

No ano passado, o ganho real das mulheres também ficou acima da média (2,70%). O resultado para o gênero deve-se ao aumento de 6,22% no rendimento médio das mulheres com Ensino Fundamental completo. Além disso, o ministério verificou aumento na participação das mulheres no mercado de trabalho, que alcançou os 82,84% no ano passado. Em valores, o rendimento médio das mulheres ficou em R$ 1.422,99.

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Entre os homens, o rendimento médio no ano passado ficou 2,52% mais alto que o registrado um ano antes. O aumento deve-se ao aumento médio de 2,13% no rendimento daqueles que têm nível superior incompleto e a uma elevação de 5,27% no salário dos analfabetos. Em valores, os homens receberam em média R$ 1.717,66 em 2009.

Regiões
Das regiões do País, a que mais contribuiu para a elevação da média salarial foi o Nordeste, onde o aumento ficou em 4,78%. Contudo, segundo o ministério, a remuneração média na região em valores é a menor dentre as demais, de R$ 1.236,26. Já na região Centro-Oeste, o rendimento médio dos trabalhadores subiu 2,91%, alcançando os R$ 2.007,54.

No Norte e no Sudeste os aumentos ficaram em 2,45% e 2,22%, respectivamente. Já o Sul registrou o menor crescimento no rendimento médio dos trabalhadores, de 2,07%. Na região, os trabalhadores recebiam, em média, R$ 1.464,57.

Entre os estados, o destaque ficou com Roraima, onde os salários médios cresceram 12,48% no ano passado, atingindo um valor de R$ 1.785,44. O aumento deve-se aos subsetores Serviços Médicos e Odontológicos, Indústria de Papel, Papelão e Gráfica e Serviços de Comércio e Administração de Imóveis nos Serviços de Alojamento e Alimentação.

Apesar do forte aumento, Roraima não registrou o maior valor. O título ficou com o Distrito Federal, onde os trabalhadores receberam em média R$ 3.445,06 no ano passado. Já o menor valor ficou com a Paraíba, onde os trabalhadores tinham ganhos de R$ 1.130,31, em média. Amazonas e Acre foram os únicos estados que registraram queda nos ganhos, de 2,40% e 0,16%, respectivamente.

Por empresas
O levantamento ainda mostra que as empresas que têm os menores quadros de funcionários são as que registraram os maiores crescimentos nos valores médios. Aquelas que têm até quatro empregados concederam um aumento real de 4,57% e aquelas com cinco a nove funcionários pagaram 4,11% mais no ano passado.

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Por outro lado, estabelecimentos com 500 a 999 vínculos empregatícios e os que têm mil ou mais trabalhadores registraram os menores aumentos no rendimento médio no ano passado, de 1,94% e 0,71%, nesta ordem.

Em valores, porém, as maiores empresas pagam melhor. O estudo mostra que, nas empresas com até quatro funcionários registrados, o salário médio ficou em R$ 788,13 em 2009. Já as empresas com mil ou mais trabalhadores pagaram, em média, R$ 2.248,93.